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Você sabe fazer o teste de continuidade corretamente?

Procedimento permite verificar passagem de corrente por circuitos, componentes e condutores elétricos e eletrônicos

Por Anderson Oliveira*
18 de janeiro de 2022
- Tempo de Leitura:6 minutos
Técnico em refrigeração e ar condicionado fazendo teste de resistência ôhmica em componentes de equipamentos de refrigeração e ar condicionado | Foto: Anderson Oliveira/Intac
Teste de continuidade requer uso de multímetro ou alicate amperímetro | Foto: Anderson Oliveira/Intac

No segmento de refrigeração e climatização, é muito comum realizar testes de componentes elétricos, eletromecânicos ou eletrônicos com o auxílio de um multímetro ou alicate amperímetro.

O teste mais usual, independentemente do nível de conhecimento do refrigerista — básico, intermediário ou avançado —, é o teste de continuidade.

Mas o que vem a ser isso?

O teste de continuidade é um procedimento de verificação de um circuito, componentes e condutores, de forma a garantir que a passagem da corrente seja possível ou não através deles pelos valores de resistências ôhmicas.

Por exemplo, imagine que o um refrigerador não está funcionando, não liga de jeito nenhum. Após alguns testes de tensão elétrica na tomada e certificando-se de que o disjuntor não esteja desarmado, você coloca o termostato no máximo (em refrigerador convencional), abre e fecha a porta para ver se a lâmpada acende e nada. Nos refrigeradores frost free ainda é pior, nada acende.

Você pode pensar: “Caramba, queimou o refrigerador. E agora?”. Calma.

Então, o jeito é partir para o teste de continuidade no cabo de alimentação (cabo de energia), conhecido também como “cabo de força”.

O passo a passo é muito simples. Tenha em mãos um multímetro, coloque a ponta de prova preta na indicação do ponto comum (letra C no aparelho) e a ponta vermelha no lado que indica a resistência ôhmica, simbolizado com a letra grega Ω.

A escala de resistência ômica deve ser ajustada para o valor mais baixo do instrumento que, em alguns modelos, será de 200 Ω. Veja que nessa escala de resistência ôhmica há um símbolo como esse:

Esse símbolo pode estar junto ou não do símbolo do diodo, conforme o exemplo abaixo:

De qualquer forma, isso vai variar muito da marca e do modelo do instrumento; no entanto, esses são os símbolos utilizados normalmente.

Bem, com o instrumento ajustado. o teste se inicia com qualquer uma das pontas de provas em um dos pinos do cabo de alimentação e a outra ponta de prova do outro lado do cabo de alimentação (seguir o cabo de mesma cor).

Isso é feito também com o outro lado do pino, assim também no pino central (aterramento), caso tenha.

Assim que a ponta de prova encostar do outro lado do cabo, o sinal sonoro (beep) deve ser ouvido. O que significa que o cabo não está rompido e seu problema não está alí.

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Agora, se um lado do cabo dá o sinal sonoro (beep) e os outros não, dizemos que o cabo está rompido. Há 4 formas de falar a mesma coisa: cabo rompido; sem continuidade; aberto ou infinito.

Nessa falha. o visor do seu aparelho mostrará OL ou 1.

Atenção: a continuidade não é uma grandeza a ser medida, mas sim um método de medida. No sistema internacional de unidades, não existe a unidade “continuidade”. O que se mede nesse teste é a resistência elétrica, simbolizada pela letra grega Ω e, por ser um valor bem pequeno, chamamos, na prática, de continuidade.

Mas cadê o teste de continuidade que sempre fazemos errado, como diz o tema deste post? Aí é que vem o pulo do gato. Você já se perguntou por que o multímetro emite um beep? Obviamente, é porque deu continuidade, nós sabemos. Mas, tecnicamente, como se explica isso? E é exatamente aqui que você pode errar.

Na prática, se o teste deu beep, o componente ou cabo está bom, e se não der beep, está ruim, certo? Errado! Isso não é totalmente verdade porque depende do componente que você está medindo.

O beep do seu multímetro ou amperímetro só acontece com valores de resistências inferiores a 100 Ω (modelo Brasfort) ou abaixo de 50 Ω (modelo Minipa). Acesse os manuais deles aqui e aqui, respectivamente.

Indutores, bobinas, sensores e resistências elétricas, por exemplo, têm valores muito superiores a 50 Ω, o que não vai dar o sinal de beep. Aqui você corre o risco de estar condenando um componente bom apenas por não ter ouvido o sinal sonoro.

No entanto, se esses componentes estiverem com defeito ou circuito aberto, permanece a indicação de infinito no display (OL ou 1).

Por esse motivo afirmamos que, se você faz testes
de continuidade dessa forma (apenas pelo beep), sim, você faz o teste de continuidade de maneira incorreta.

Para finalizar, temos aqui as 3 possibilidades do teste de continuidade, de acordo com o visor do seu instrumento:

OL ou 1 = indica circuito aberto, rompido, infinito ou sem continuidade.

000 = indica curto circuito

= indica continuidade ou fechado.

Para auxiliar os profissionais do segmento, eu preparei uma aula prática na bancada com os testes de continuidade
utilizando os componentes citados aqui, para que todos vejam a diferença e compreendam o conceito.

*Anderson Oliveira é tecnólogo em refrigeração e ar condicionado graduado pela Fatec-SP e fundador do canal Intac no YouTube

Tags: AmperímetroAssistência TécnicaConsumidorEletricidadeGeladeiraMecânicoMultímetroRefrigeraçãoRefrigeradorRefrigeristaResistência ÔhmicaServiçoTécnicoTeste de Continuidade
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