
Soluções para data centers; expansão das bombas de calor; avanços regulatórios ligados à transição, regeneração e reciclagem de fluidos refrigerantes foram tendências globais destacadas na última AHR.
A aceleração mundial rumo a fluidos refrigerantes de baixo GWP, com forte presença de plataformas baseadas em A2L (R-454A R-454 B e R-454C) foi uma dessas tendências, de acordo com Carlos Ribeiro, Sales Leader Thermal & Specialized Solutions da Chemours no Brasil.
Houve também destaque, segundo ele, para a ampla adoção de HFOs para substituir os HFCs, “em sintonia com regulações nos EUA e Europa (AIM Act, F-Gas)”, acrescenta o profissional.
- Fluidos refrigerantes ilegais têm nova grande apreensão na Itália
- Geladeira gela em cima e não gela embaixo. Qual é o defeito?
- 10 mitos sobre o ar-condicionado que você precisa esquecer
Todo esse quadro, Ribeiro considera alinhado ao posicionamento estratégico dos produtos Opteon™ de fluidos refrigerantes HFOs, “reforçando espaço para expansão em OEMs e retrofit”, exemplifica.
Além de reuniões paralelas com distribuidores e clientes – incluindo as próprias OEMs – Ribeiro enfatiza a presença ativa da Chemours também ao contribuir nos fóruns de discussões técnicas do grande evento.
“Nessas interações, destacou-se a evolução da linha de produtos Opteon™, esclarecendo temas críticos como disponibilidade, segurança A2L, qualificação de produtos e preparação para a transição regulatória”, relata.

Transição
Na transição para substituir os fluidos refrigerantes nocivos ao meio ambiente, o especialista aponta que ainda haverá um período em que diferentes opções conviverão, principalmente devido à necessidade de manter em operação a base instalada de HCFCs e HFCs.
Mas, diante da forte pressão regulatória, deve continuar ganhando escala nos Estados Unidos e na Europa a adoção de fluidos refrigerantes A2L como R-32 e R-454A, R-454B e R-454C.
“Ao mesmo tempo, os HFOs se consolidam como solução de longo prazo em VRF, chillers, bombas de calor e refrigeração comercial, enquanto R-290 e CO2 crescem em aplicações específicas e sistemas compactos”, acrescenta Ribeiro.
Quanto ao Brasil, o engenheiro identifica como provável cenário em 2026 a continuidade dos estoques elevados de HCFCs e HFCs, como se vê em outros países, mas em ritmo regulatório mais lento, comparado ao existente lá fora para a substituição
Apesar disso, deve manter-se o crescimento do R-32, em função da importação de splits; e dos HFOs em aplicações industriais, comerciais premium e em multinacionais alinhadas a padrões globais, conclui o engenheiro.










Conversa sobre esse post