
Com a progressiva chegada ao AVAC-R de fluidos refrigerantes inflamáveis, em substituição aos HCFCs, ampliam-se também no setor eventos e literatura técnica sobre o manuseio seguro dessas substâncias.
É o caso da Renabrava 13, que embora não substitua as normas técnicas e documentos legais, ajuda a orientar os projetistas, técnicos e engenheiros da área. Neste caso, sobre o cenário atual dos fluidos refrigerantes.
O especialista em Serviços Técnicos, Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Chemours, Lucas Fugita, participou deste trabalho, por natureza colaborativo, que se chama “Recomendações Técnicas da Abrava”.
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Segundo o engenheiro químico, a Renabrava 13 tem como objetivo orientar um mercado em constante evolução, o que acabou deixando defasada a Renabrava 5, lançada há cerca de 20 anos, antes da transição atual para produtos de menor impacto ambiental.
“Hoje é necessário saber inúmeros detalhes sobre um fluido refrigerante, seu desempenho, eficiência, compatibilidade de componentes, e conformidade com normas técnicas e NRs vigentes”, exemplifica o engenheiro químico.
Segurança
Com base no fato de instalações em supermercados, por exemplo, hoje nem sempre terem a refrigeração confinada fora da loja, mas sim perto de seus funcionários e clientes, a segurança ganha realce ainda maior.
“E com todo esse contexto que a gente tem visto, nessa nova entrada de fluidos refrigerantes classes A2L e A3 no AVAC-R, a Abrava decidiu, em conjunto com o mercado, desenvolver a Renabrava 13”, diz o profissional.
Por fim, Lucas explica o fato de ser dado um espaço considerável ao R-32 na atualização da Renabrava 5. “A gente tem visto, cada vez mais, ar-condicionado split, comercial leve ou até doméstico, utilizando esse fluido refrigerante, hoje adotado pelos principais fabricantes”.

Tópicos
Dentre os principais pontos trazidos pela Renabrava 13 estão:
Manuseio e Armazenamento – quem pode comprar, vender, quanto pode ser armazenado numa loja e na própria instalação de um equipamento.
Equipamentos e Ferramentas – Quais as diferenças, em se tratando dos apetrechos usados com R-22, R-410A, R-134a e agora ao trabalhar-se com R-32, R-290, R-600a, por exemplo.
Procedimentos de Manutenção – As boas práticas de refrigeração, ou seja, recolhimento do fluido, purga com nitrogênio, a própria passagem no nitrogênio para poder fazer uma solda, uma brasagem, um trabalho de teste de estanqueidade antes da carga e da partida do equipamento, passam a ser obrigatórias, no trabalho com fluidos refrigerantes inflamáveis.
Identificação do equipamento – A instalação precisa estar identificada quanto ao fluido refrigerante no seu interior, assim como no cilindro que armazena o fluido refrigerante.
Essas informações podem ser encontradas, por exemplo, na FDS, que é a ficha com dados de segurança, a antiga FISPIQ – Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos, com as respectivas cargas permitidas desses fluidos refrigerantes inflamáveis.
Agentes de Limpeza – Com a eliminação do R-141B do mercado, alguns agentes de limpeza comercializados no setor também são inflamáveis e por isso requerem cuidados redobrados maiores do ponto de vista de manuseio.
Consulta e Download
Para se aprofundar nisso tudo, você pode acessar, no Portal da Abrava, o local onde ela centraliza todas as suas Recomendações Técnicas.
Basta entrar neste link e preencher um breve formulário de cadastro, solicitado apenas para controle da distribuição.










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