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Climatização

Produção de ar-condicionado em Manaus vai cair 50% neste semestre

Em maio, fabricação de split caiu 62% em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a produção do tipo janela diminuiu 7%

Por Redação
18 de julho de 2020
- Tempo de Leitura:4 minutos
Unidade condensadora de sistema de ar condicionado divido (split system) | Foto: Shutterstock
Projeção de queda na indústria de climatização foi feita pela Eletros | Foto: Shutterstock

A crise provocada pela pandemia da covid-19 continuará causando estragos na indústria de ar condicionado neste segundo semestre. Agora, o setor se prepara para absorver mais um impacto dessa situação – a projeção de queda de até 50% no volume de produção de equipamentos até o fim do ano.

A informação consta dos indicadores da Associação Nacional dos Fabricantes Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), que havia registrado um crescimento de 37,7%, em uma tendência de queda, nos cinco primeiros meses do ano, que já incluíram o período abarcado pela pandemia. A queda aguda vai ocorrer em função das paralisações das fábricas, diz a entidade.

No primeiro trimestre deste ano, as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) fabricaram 1.405.784 aparelhos, incluindo splits e modelos de janela, enquanto no mesmo período de 2019, foram produzidas 727 mil unidades.

De janeiro a maio, o segmento produziu 1.752.492 unidades, enquanto no mesmo período de 2019 foram fabricadas 1.272.587 unidades, um recuo de 55,6% diante do resultado do primeiro trimestre do ano.

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“Os números ainda irão cair e, comparando com o segundo semestre de 2019, essa queda se apresentará na ordem de até 50%”, diz o presidente da Eletros, José Jorge do Nascimento Junior, reforçando que as expectativas para o segundo semestre não são positivas e acompanharão os resultados demonstrados.

“Quando a pandemia se agravou na China, as fábricas de lá pararam e isso causou um desabastecimento também no PIM. Os aparelhos de ar condicionado foram um dos itens que tiveram sua produção afetada por essa falta de componentes. Mesmo com a tendência, as vendas estão conseguindo se manter no estado”, emenda o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.

O dirigente informou que a produção de splits caiu 62% em maio em comparação com o mesmo período do ano anterior, e a produção do tipo janela apresentou diminuição de 7%.

Crise sanitária e lockdown afetaram significativamente o mercado de ar condicionado no segundo trimestre, diz Marcos Torrado, da Midea Carrier | Foto: Divulgação

O pior já passou

Apesar das projeções negativas, o pior momento da crise já ficou no retrovisor. Essa é a avaliação do diretor comercial da Midea Carrier, Marcos Torrado.

“Acreditamos que o mercado sofrerá uma retração em relação a 2019 devido à situação econômica, mas não da magnitude que foi o segundo trimestre”, afirma.

Segundo o executivo, o primeiro trimestre do ano foi muito positivo para o mercado de ar condicionado, com temperaturas altas durante toda a sazonalidade e baixos estoques no canal.

“A pandemia e o lockdown de várias cidades afetaram significativamente o mercado no segundo trimestre. Algumas fábricas foram afetadas por falta de componentes, mas essa situação já foi solucionada”, revela.

A Midea Carier, enfim, está otimista em relação à retomada do mercado de climatização, o que deve ocorrer na próxima sazonalidade do segmento.

“O ar-condicionado é um produto de primeira necessidade em várias regiões do Brasil onde há temperaturas altas praticamente o ano todo, e mesmo em regiões de temperatura mais amena, o consumidor está aprendendo a valorizar o conforto e a qualidade do ar”, salienta o executivo.

Tags: Ar CondicionadoAssociação Nacional dos Fabricantes Produtos EletroeletrônicosCieamClimatizaçãoCondicionador de ArCoronavírusCriseCrise SanitáriaEconomiaEletrodomésticoEletrosEmergênciaIndústriaJosé Jorge do Nascimento JuniorLockdownManausMarcos TorradoMercadoMidea CarrierPandemiaPIMPolo Industrial de ManausProduçãoQuarentenaSARS-CoV-2Wilson Périco
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