
Lançado esta semana na COP30, o Relatório Global Cooling Watch 2025, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mostra que a presença global do ar-condicionado pode triplicar até 2050, o que requer esforços redobrados desde já para diminuir seu impacto ambiental.
Tal projeção de crescimento, segundo o organismo ligado à ONU, deve-se, principalmente, às ondas de calor extremo que temos presenciado; ao crescimento populacional e ao aumento da riqueza no mundo, notadamente no continente africano.
Caso tais expectativas se confirmem, o PNUMA estima até o dobro das atuais emissões de gases de efeito estufa relacionadas aos sistemas de climatização, comparando-se com os níveis de 2022.
Isso, segundo o relatório, pode elevar as emissões de resfriamento para cerca de 7,2 bilhões de toneladas de CO₂ nos próximos 25 anos, um quadro, porém, a ser atenuado, se rápidas providências forem tomadas.
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“Soluções passivas, energeticamente eficientes e baseadas na natureza, podem ajudar a atender às nossas crescentes necessidades de resfriamento e manter as pessoas, as cadeias alimentares e as economias protegidas do calor, à medida que buscamos metas climáticas globais. Não temos desculpa: é hora de acabar o calor”, disse à Imprensa, em Belém do Pará, a diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen.
O resfriamento sustentável, segundo ela, é um bom exemplo disso, ao utilizar técnicas híbridas e de baixo consumo de energia, envolvendo a combinação entre ventiladores e condicionadores de ar com baixo ou nenhum consumo de energia, por exemplo.
Estima-se ainda que, se soluções desse tipo forem adotadas, a economia obtida poderá se aproximar dos US$ 17 trilhões em gastos até 2050, evitando também investimentos de até US$ 26 trilhões na ampliação da rede elétrica.
Por fim, no que se refere às emissões de gases de efeito estufa, o PNUMA fala em uma redução de até 64%, ao longo do período abrangido pela sua pesquisa, caso o resfriamento sustentável evolua no planeta com a rapidez desejada.










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