
Após conhecer resultados inéditos da última pesquisa sobre o perfil feminino no setor, assim como as próximas metas do Comitê de Mulheres da ABRAVA, na voz de sua presidente Juliana Reinhardt, cerca de 200 pessoas ouviram Izabella Camargo falar sobre tempo e estresse no trabalho, durante Encontro pela primeira vez realizado em uma FEBRAVA.

O conhecimento do assunto pela jornalista começou a crescer após ela recuperar-se de aparente lapso de memória casual, quando estava ao vivo na TV, mas que logo seria diagnosticado como burnout, distúrbio mental também conhecido como Síndrome de Esgotamento Profissional.
Tão logo recuperou-se, Izabella trocou as câmaras de TV pela autoria de livros, podcasts, vídeos e textos nas redes sociais, bem como palestras como a que realizou, em São Paulo, no último dia 11 de setembro.

Destaques
Com o seu conhecido carisma, somado a tiradas inteligentes e bem-humoradas, a jornalista falou por cerca de uma hora sobre aspectos relacionados a equilíbrio, produtividade sustentável e qualidade de vida.
E começou a desfilar suas ideias, sempre interagindo bastante com a plateia lotada, a partir de um aspecto que considera fundamental: a importância de um repensar constante das jornadas profissional e pessoal, antes de se entrar no automático.
Ressalvando sempre não ser médica nem psicóloga, ela disse que hoje se adoece mais por falta de comunicação, essa sim sua especialidade. “Quem gosta de conversas difíceis”? perguntou, na sequência.

Segundo Izabella, em meio à correria atual, a tendência é deixar-se para depois as chamadas conversas difíceis, nem sempre substituíveis por mensagens de texto ou e-mails que, frequentemente, geram novos mal entendidos e, claro, mais estresse ainda.
Com o conhecimento de causa de quem deixou o filho de dois meses em casa para estar ali, Izabella enumerou vários dos papéis desempenhados pela mulher, e o nível de adrenalina invariavelmente trazido por eles, tendo como pano de fundo necessidades básicas ligadas a sono, alimentação, lazer, atividade física, convivência com a família e amigos.

“O tempo de vocês, o meu tempo, o tempo do meu filho, quanto tempo nós temos?” “A gente não sabe. Hoje eu publiquei no meu Instagram, coincidentemente, ‘não tem ontem e não tem amanhã, tem agora’; ‘não tem amanhã e não tem ontem mais”, ilustrou assim seu raciocínio, mais uma vez com frases fortes e cirúrgicas.
Contudo, a ansiedade permanente com os próximos afazeres e metas a cumprir têm levado as pessoas a achar o dia cada vez mais curto, tese insustentável cientificamente, segundo Izabella, que tratou de conversar com físicos, astrônomos e até astrólogos a respeito.
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Resgatou ainda obras de filósofos gregos, que há mais de 2 mil anos já debatiam a falta de tempo reclamada pelos seus seguidores. E, concluindo essa parte cronológica da apresentação, pediu um relógio para mostrar que até ele possui uma bateria e, portanto, precisa recarregar constantemente.
Em se tratando de trabalho, combinado às demais fontes de estresse ao redor da mulher, Izabella deixou como mensagem final a importância de se buscar algo que cada um consegue fazer do seu próprio jeito, desde que se disponha a refletir sobre suas escolhas, sem restringir sua paz aos momentos excepcionais como feriados, férias e finais de semana.

Seja em casa ou no ambiente corporativo, portanto, a jornalista considera fundamental aprender a delegar, pedir ajuda quando necessário e, principalmente, “reduzir a régua da perfeição”, um conhecido fogo amigo na guerra pessoal contra o estresse.
“Eu só me dei conta de que existe uma vida quando eu perdi a minha saúde, quando eu tive que renascer em vida, de fato. E aí, nesses últimos sete anos, eu recebi esses reconhecimentos como comunicadora para chegar para vocês e dizer que vida é uma só. Enquanto a gente ficar apenas falando que precisa equilibrar vida pessoal e vida profissional, não vai dar certo”, concluiu Izabella Camargo.










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