
Cerca de 150 pessoas estiveram na Fiesp na última sexta-feira para ouvir e trocar experiências sobre escolhas quase sempre difíceis, quando se buscam alternativas para a plena realização da mulher, em meio às múltiplas facetas de sua vida.
Essa foi a tônica da 2ª imersão realizada pelo Comitê de Mulheres da ABRAVA, modalidade de encontro lançada experimentalmente em setembro último, e que acaba de repetir seu sucesso, na avaliação da presidente do grupo, Juliana Reinhardt.
Na imersão inaugural, ela comparou a iniciativa a uma piscina, onde mulheres e homens, após mergulhar nos conteúdos apresentados e nos temas discutidos, não seriam mais os mesmos. “Afinal, ninguém sai da água da mesma forma que entrou”, disse à época.

“Hoje, no coquetel de encerramento, várias pessoas comentaram comigo estar exatamente com essa sensação”, comemorava Juliana, após mais um dia altamente convidativo a pensamentos de renovação.
Em 17 anos atuando em uma grande multinacional do ar-condicionado, ela própria afirma já ter modificado várias atitudes na forma de integrar trabalho e família, além de eliminar certas autoexigências, “já que Mulher Maravilha não existe”, pondera.
Transformações assim, na opinião de Juliana, são processos individuais e eventos como a imersão da última sexta criam um clima favorável ao início de novas semeaduras, cujos frutos surgem em diferentes momentos para cada pessoa.
“O fundamental é ter propósitos definidos e perseguir sempre sua melhor versão”, recomenda.
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Plantio intenso
A julgar pelo ânimo demonstrado por quem esteve na atividade, muitas sementes transformadoras deverão germinar a partir de agora, envolvendo temas dos mais variados.
Dentre eles, a carga mental provocada pelo chamado trabalho invisível; a abertura de portas proporcionada por uma boa imagem; inteligência emocional e resiliência como diferenciais da mulher de alta performance.

O clima favorável a isto, aliás, pôde ser notado além do auditório, no intenso networking praticado a cada coffee break.
Durante os trabalhos, atenção igualmente redobrada para as 10 palestras, um painel e o forte testemunho de resiliência do santista Pauê – campeão de surf mesmo sem parte das pernas, devido a um acidente na adolescência.
Conteúdo abrangente
Na abertura da imersão, o presidente executivo da ABRAVA, Arnaldo Basile, abordou questões como o “fim do boom demográfico”, ou seja, o Brasil está envelhecendo antes de enriquecer, e as novas gerações não têm como sustentar boa parte de quem já não trabalha, uma questão que também atinge as mulheres.

Em seguida, o que se viu por lá foi um desfile de fortes depoimentos sobre a conciliação entre as vidas profissional e familiar – até mesmo renunciando à primeira, em alguns casos.
A iniciativa de manter-se em sintonia com as novidades tecnológicas -inclusive as que ainda não chegaram -; a forte presença feminina no combate às causas das mudanças climáticas e a experiência de comandar um negócio ao lado do marido foram temas igualmente tratados no encontro.
Mudando o Clima
Por fim, a engenheira Silvia Costa, mentora no Rio de Janeiro do “Mudando o Clima”- projeto cujos detalhes mostramos aqui recentemente, anunciou a chegada da iniciativa a São Paulo, em conjunto com a fabricante Daikin.

Com a participação do Sindratar-RJ e do grupo “Mulheres do Brasil”, entre outros, essa ação consiste em ensinar a mulheres da periferia atividades básicas sobre a manutenção de ar-condicionado.
A programação inclui ainda orientação sobre como tirar documentos e a busca por novas oportunidades de renda, a exemplo de outros aspectos relacionados ao exercício da cidadania.