
Mais de 463 mil euros é o valor estimado para as 24 toneladas de fluidos refrigerantes que entrariam no mercado europeu, não fosse a ação da força tarefa formada por alfândega, polícia e outros órgãos italianos, atualmente em prontidão máxima contra tais ocorrências naquele país.
No total, havia 1.100 cilindros de R134a e 300 contendo R410A, ambos com utilização restrita na Europa, de acordo com as normativas locais envolvendo a redução gradativa no consumo de HFCs e HCFCs, conforme previsto pelo Protocolo de Montreal e na Emenda de Kigali.
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Trata-se de um dos maiores volumes desde o início da escalada dos casos, que já em 2022 sabia-se ter na Itália quase 30% do total registrado no continente.
Atualmente, indústrias italianas acreditam ter origem ilegal nada menos que 1.250 toneladas, ou seja, quase metade dos fluidos refrigerantes disponíveis naquele mercado.
Histórico
O tráfico de fluidos refrigerantes na Itália começou a chamar a atenção em 2023 e avolumou-se significativamente no ano passado, após a nova regulamentação da União Europeia sobre o tema, o que gerou um aumento nas apreensões de cargas irregulares, principalmente procedentes de China, Turquia e Ucrânia.
O método mais comum detectado em 2025, fruto de evasão fiscal e dano ambiental, foi o “fechamento fictício de expedição”, onde a carga parece chegar legalmente a um destino aduaneiro, mas é desviada fisicamente para depósitos clandestinos antes da fiscalização.
Embora a recente operação em Veneza não seja a maior neste histórico até aqui, ela reveste-se de um significado especial pelo fato de, agora em 2026, estar totalmente proibida a entrada de R404A virgem na Europa, tornando o contrabando deste item especialmente lucrativo para os criminosos.










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