
As mais de 500 mulheres que lotaram o auditório do Royal Palm Hall, em Campinas, nas últimas quarta e quinta-feiras, tiveram bons motivos para conhecer melhor a força da presença feminina no AVAC-R, ali representada pela presidente do Comitê de Mulheres da ABRAVA.
Dentre os estandes das empresas que apoiaram o evento da Society of Women Engineers (SWE), o da Trane já ajudava a transmitir essa imagem a participantes dos mais diversos segmentos da economia global.
No painel abordando como as líderes setoriais podem estimular o ingresso e a evolução das mulheres nas carreiras técnicas, a participação da Head de Marketing da empresa na América Latina, Juliana Reinhardt, reforçaria o compromisso do AVAC-R com esta causa.
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Atual presidente do Comitê de Mulheres da ABRAVA, mesmo não sendo engenheira, há 17 anos Juliana convive – a exemplo de muitas de suas colegas – com a realidade de um segmento ainda majoritariamente masculino em todos os seus escalões.
Esse quadro vem sendo minimizado pela ação de empresas como a própria Trane, que têm na Diversidade e Inclusão (D&I) o elo que justifica sua parceria com a SWE, em prol da valorização feminina, e não apenas no mundo do trabalho.
“Acreditamos que o empoderamento feminino na engenharia e na tecnologia não só enriquece nosso setor com novas perspectivas e talentos, mas também impulsiona a inovação e o progresso em escala global”, afirma Juliana.
Pelo segundo ano consecutivo, ela participou do encontro, desta vez no painel “Together we rise”, que abordou estratégias e redes de apoio permitindo às mulheres superar desafios e prosperar em suas carreiras.
Em sintonia, aliás, com vários dos pontos a serem tratados em 11 de setembro, das 09h às 12h, durante o VI Encontro Nacional de Mulheres do Setor AVAC-R, no SP Expo, simultaneamente à FEBRAVA.

Impressões
Dentre os aspectos que mais chamaram a atenção da representante brasileira no evento da SWE estiveram o número de participantes – algo em torno de 500 – e a relevância demonstrada em mais esta edição no País, desta vez com atuação direta dos EUA na organização.
Mas o que impactou mesmo, segundo ela, foi a qualidade da carreira das mulheres nas áreas técnicas, uma tendência cada vez mais acentuada, inclusive no AVAC-R.
Em sua participação no painel, mediado pela presidente global da SWE, Inaas Darrat, Juliana falou bastante sobre sua experiência realizando mentoria. Por exemplo, o quanto incentiva o envolvimento em programas de voluntariado, “onde as meninas podem praticar o exercício da liderança, em muitos casos, antes mesmo de fazê-lo no mundo corporativo”, acentua.

Igualmente gratificante, segundo ela, é o mentor abandonar, sempre que possível, o pedestal da perfeição, e expor também seus erros e as lições deles extraídas. “Ao adotar esta postura, a gente consegue se conectar bem mais com as nossas mentoriadas”, justifica.
Por fim, deu uma dica que considera sua preferida, quando está diante de mulheres em busca de crescimento: “levantem a mão, seja para pedir ajuda, aceitar novos desafios e também para se posicionar”, concluiu a executiva da Trane.










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