
O Departamento de Políticas para Transformação, Inovação e Saúde, do Parlamento Europeu, recomendou que fluidos refrigerantes sejam retirados da lista dos PFAS (Substâncias Per e Polifluoroalquiladas) e que o foco regulatório seja realizado através dos controles já existentes.
Assim, ao contrário do que desejavam Alemanha, Países Baixos, Noruega, Suécia e Dinamarca — ao propor o enquadramento duplo dessas substâncias no regulamento europeu —, elas passariam a ter prazos maiores para o desenvolvimento de substitutos.
Alternativas
O estudo que contraria a proposta foi produzido a pedido da Comissão de Indústria, Pesquisa e Energia (ITRE), com foco em seis fluorpolímeros e F-gases utilizados nos setores aeroespacial, de defesa, energia verde e semicondutores para analisar como essas substâncias dão suporte à competitividade industrial e os impactos potenciais de uma restrição total ou parcial de itens como os fluidos refrigerantes.
Prevê ainda perdas econômicas significativas e impactos no emprego sob ambas as opções de restrição analisadas, além de riscos à competitividade global da UE, ao manter os fluidos refrigerantes entre as mais de 10 mil substâncias possivelmente controladas.
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Caso as novas diretrizes de remoção destes fluorpolímeros e F-gases da restrição de PFAS sejam aprovadas pelos países do bloco, “isso permitirá fomentar o desenvolvimento de alternativas, onde for possível, de forma mais gradual, ao mesmo tempo em que garante à Europa manter sua capacidade de inovar em tecnologias verdes”, afirma o relatório.
Além disso, reconhece as bombas de calor como uma tecnologia verde fundamental para alcançar as metas ambiciosas do Pacto Verde Europeu e do programa Fit for 55.
Destaca igualmente que, embora existam alternativas que utilizam gases não fluorados, essas soluções ainda estão em desenvolvimento e não representam, no momento, uma substituição universal.
O estudo considera ainda que custos e desempenho das alternativas potenciais podem limitar a viabilidade da substituição. “No geral, a substituição não é atualmente viável, dadas as restrições econômicas, técnicas e de segurança”, conclui o relatório”.










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