
A União Europeia estabeleceu uma meta ambiciosa de atingir 60 milhões de unidades de bombas de calor instaladas até 2030, conforme publicado no site Climatización y Confort.
A iniciativa faz parte dos esforços para cumprir as metas do Acordo de Paris e da política de energia e clima da UE para 2030, que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 55% em relação aos níveis de 1990.
As bombas de calor são uma solução de energia limpa e eficiente para aquecimento e refrigeração de residências e edifícios comerciais. Elas funcionam transferindo energia térmica de uma fonte de baixa temperatura (ar, água ou solo) para uma de maior temperatura, em vez de gerar calor por meio da queima de combustíveis fósseis. Como resultado, as bombas de calor têm um impacto ambiental significativamente menor do que os sistemas tradicionais de calefação.
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A indústria europeia de bombas de calor já mostrou um crescimento considerável nos últimos anos, com vendas anuais ultrapassando três milhões de unidades. Entretanto, para alcançar a meta de 60 milhões de unidades instaladas até 2030, serão necessários esforços significativos para aumentar a adoção e a instalação desses dispositivos.
Para incentivar o uso de bombas de calor, a UE planeja implementar uma série de políticas e medidas de apoio, incluindo:
- Estabelecer um quadro regulatório claro e estável, que incentive a inovação e o investimento em tecnologias de energia limpa;
- Oferecer subsídios e incentivos financeiros para a instalação de bombas de calor em residências e edifícios comerciais;
- Estabelecer padrões de eficiência energética mais rigorosos para os sistemas de aquecimento e ar condicionado;
- Apoiar programas de treinamento e certificação para profissionais do setor, a fim de garantir a qualidade e eficiência na instalação e manutenção de bombas de calor.
Ao promover a adoção de bombas de calor, a UE espera não apenas cumprir suas metas de redução de emissões, mas também melhorar a qualidade do ar e a saúde pública, ao mesmo tempo em que cria novas oportunidades econômicas para o setor de calefação, refrigeração e ar condicionado, segundo especialistas.