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Ciência

Emissão recorde de HFC é “crime climático de proporções épicas”, diz ONG

Subproduto da fabricação do R-22 é 12,4 mil vezes mais nocivo ao clima do planeta que o dióxido de carbono

Por Repórter do Frio
25 de janeiro de 2020
- Tempo de Leitura:4 minutos
Planeta Terra fervendo por causa das mudanças climáticas
Subproduto da fabricação do R-22 é 12,4 mil vezes mais nocivo ao clima do planeta que o dióxido de carbono | Foto: Pixabay

As emissões crescentes do hidrofluorcarbono (HFC) R-23, um subproduto da fabricação do hidroclorofluorcarbono (HCFC) R-22, foram descritas como “um crime climático de proporções épicas” pela Agência de Investigação Ambiental (EIA, na sigla em inglês).

A líder de campanhas climáticas da organização não governamental sediada no Reino Unido, Clare Perry, fez essa avaliação ao comentar os detalhes de um artigo científico que revelou aumento enorme e inesperado das emissões de um dos piores gases de efeito estufa do mundo.

O estudo, publicado na Nature, apontou que os níveis de R-23 na atmosfera estão mais altos do que nunca, ressaltando que a substância é 12,4 mil vezes mais nociva ao clima do planeta que o dióxido de carbono (CO₂ ).

Embora o artigo da Nature não tente identificar geograficamente a fonte das emissões, Perry disse que é altamente provável que a China tenha um papel significativo nesse caso, dado que possui 68% da capacidade global de produção de HCFC-22 e, como tal, é o país com maior probabilidade de produzir e lançar na atmosfera HFC-23 em grandes volumes.

A Índia também possui cinco empresas que produzem HCFC-22 e podem estar emitindo HFC-23, apesar de uma ordem do governo de 2016 para garantir sua incineração.

“China, Índia e todos os países que produzem HCFC-22 precisam investigar e verificar imediatamente suas emissões de HFC-23”, alertou a ativista.

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O HFC-23 já tinha uma péssima reputação desde quando foi revelado que alguns produtores de HCFC-22, principalmente na China e na Índia, estavam deliberadamente maximizando sua produção apenas para receber créditos de carbono por sua destruição final.

Quando o caso veio a público, a União Europeia rejeitou, em 2011, os créditos de carbono provenientes da incineração de HFC-23 do seu mercado de emissões reduzidas.

Tanto a China quanto a Índia se comprometeram a continuar destruindo o HFC-23 por meio de medidas nacionais, a primeira em resposta ao recebimento de US$ 385 milhões do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal para eliminar progressivamente a produção do HCFC-22, uma vez que esse fluido refrigerante destrói a camada de ozônio.

Os relatórios sobre medições atmosféricas de HFC-23 mostram que, em 2017, as emissões atingiram uma alta histórica de 15,9 mil toneladas – quantidade equivalente às emissões anuais de carbono de aproximadamente 50 usinas termelétricas a carvão.

No entanto, a China informou que 98% da produção de HFC-23 em 2017 foi incinerada, o que implica que suas emissões foram inferiores a 300 toneladas. A Índia não mostrou nenhum dado a respeito, mas reforçou repetidamente seu compromisso de eliminar as emissões de HFC-23.

O artigo conclui que as ações para redução de emissões reportadas desde 2015 não foram implementadas com sucesso ou há uma produção substancial e não relatada de HCFC-22 a partir da qual o HFC-23 está sendo lançado na atmosfera. O estudo também não descarta a combinação das duas hipóteses.

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