
Vinculado automaticamente à solução e, ao mesmo tempo, ao problema das altas temperaturas, o AVAC-R teve na semana passada seu último encontro Pré-COP30, onde discutiu a próxima Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.
No auditório da FIESP, empresas, instituições de ensino e entidades setoriais atenderam ao convite da ABRAVA para participar do Workshop “Agenda Pré-COP30, Desafios e Oportunidades para o Setor AVAC-R Rumo à COP30”.

Presença confirmada em Belém do Pará nos próximos dias, o diretor de Meio Ambiente da ABRAVA, Thiago Pietrobon, resumiu o escopo do encontro, após a abertura oficial feita pelo presidente da Associação Leonardo Cozac.
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“A COP30 é mais uma página do livro que a gente vem escrevendo sobre como o setor tem se posicionado em relação a essa agenda climática, do ponto de vista de solução, de adaptação, de mitigação”, afirmou.
Bom momento
Em linhas gerais, a lição de casa confiada ao Brasil, ao longo dos acordos internacionais vigentes no campo ambiental, é reduzir, até 2035, as emissões nacionais ao total de 850 milhões de toneladas de CO2 equivalente.
Até o final de 2025, por sua vez, estima-se que mais 53 milhões de toneladas dessas substâncias se incorporem aos equipamentos do AVAC-R, aumentando assim a lição de casa já acumulada, que não é pequena, convenhamos.
Por trás desses números, há uma série de desafios sob a responsabilidade do AVAC-R, cujos equipamentos de refrigeração e ar condicionado ainda carregam volumes expressivos de R-22 e R134a, respectivamente problemáticos para a camada de ozônio e o efeito estufa.

Em compensação, segundo frisou o presidente Cozac na abertura, o papel do AVAC-R na mitigação das emissões de CO2 e no aumento da eficiência energética, beneficia-se pela forma como foi concebido o plano estratégico da gestão atual da ABRAVA.
“Dentro do nosso plano estratégico, descarbonização, segurança alimentar e qualidade do ar são três eixos estratégicos nos quais o nosso setor atua, e que afetam diretamente a sociedade”, acrescenta.
Desafios
Este bom momento setorial, entretanto, não significa a ausência de desafios a vencer, conforme frisou o segundo palestrante da manhã, Filipe Colaço, presidente do Departamento Nacional de Meio Ambiente da Associação.
Em sua fala, ele enumerou os muitos obstáculos ainda existentes no caminho da reciclagem e regeneração de HCFCs e HFCs no Brasil, opções mundialmente reconhecidas para a mitigação de vazamentos e a liberação aleatória dessas substâncias na atmosfera.

De acordo com Colaço, aqui as barreiras incluem questões culturais, logísticas, de mão de obra, burocráticas e até mesmo uma área cinzenta no campo fiscal sobre a real natureza das operações envolvendo comercialização e transporte, inclusive de cilindros vazios.
Igualmente desafiador, disse Pietrobon ao assumir novamente o microfone, será o treinamento dos profissionais que passarão a trabalhar com fluidos refrigerantes de menor GWP, mas com aumentos variáveis nos aspectos pressão e inflamabilidade.

Os fabricantes de equipamentos, enquanto isso, terão de se esforçar para que se reduza pela metade o consumo de energia de seus produtos até 2035, um índice de eficiência que, segundo Thiago, ainda não possui um ano de referência.
Certamente, contudo, esta será apenas uma das muitas lições de casa que o setor poderá trazer de Belém nos próximos dias, onde espera-se que o AVAC-R tenha bons motivos para ampliar seu otimismo em torno deste assunto que a todos diz respeito.










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