
Os líquidos refrigerantes desempenham papel fundamental na manutenção da temperatura adequada dos motores automotivos. A escolha e o uso corretos do aditivo de arrefecimento podem fazer a diferença entre um motor que funciona de maneira eficiente e durável e um motor propenso a superaquecimento e falhas prematuras, o que fatalmente reduzirá sua vida útil.
“Os produtos do gênero são geralmente classificados em três categorias principais: inorgânicos [IAT, em inglês], orgânicos [OAT] e híbridos [HOAT]”, conforme explica o engenheiro mecânico Sérgio Eugênio da Silva, da escola profissionalizante paulistana Super Ar.
“Os IAT são os refrigerantes tradicionais à base de etilenoglicol, normalmente de cor verde. Eles contêm inibidores de corrosão à base de fosfatos e silicatos e geralmente requerem troca a cada dois anos ou 50 mil quilômetros”, diz.
Os refrigerantes OAT, prossegue o especialista, também são à base de etilenoglicol, mas contêm inibidores de corrosão orgânicos em vez de inorgânicos. “Eles geralmente têm uma vida útil mais longa, de até cinco anos ou 150 mil quilômetros, e são comumente encontrados em cores como laranja e rosa”, informa.
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“Já os HOAT são uma combinação dos refrigerantes IAT e OAT, contendo inibidores de corrosão orgânicos e inorgânicos. Os refrigerantes HOAT também possuem uma vida útil prolongada, geralmente de até cinco anos ou 150 mil quilômetros, e podem ser encontrados em cores como amarelo e azul”, acrescenta.
Segundo o docente, é importante que os motoristas saibam escolher o líquido refrigerante adequado para cada veículo, conforme recomendado pelo fabricante no manual do proprietário.
“Misturar diferentes tipos de refrigerantes pode levar a reações químicas indesejadas, reduzindo a eficácia do fluido e possivelmente causando danos ao sistema de arrefecimento. Por isso, sempre é preciso usar o tipo recomendado de aditivo e verificar a compatibilidade antes de fazer qualquer mistura”, alerta o especialista, lembrando que “a cor produto não é necessariamente um indicativo de incompatibilidade, uma vez que as cores podem variar entre fabricantes e não determinam a sua composição química”.
“As montadoras geralmente especificam o tipo e a mistura adequada para cada veículo, pois alguns líquidos refrigerantes são vendidos como concentrados e precisam ser diluídos com água destilada antes de serem adicionados ao sistema de arrefecimento. Outros são vendidos pré-diluídos e prontos para uso”, detalha.
“Portanto, é importante que os proprietários de veículos sempre escolham líquidos refrigerantes que atendam às normas e especificações estabelecidas pelos órgãos reguladores e pelos fabricantes de automóveis, caminhões, ônibus e tratores”, diz o especialista, lembrando que esses aditivos devem ser utilizados sempre com água desmineralizada.
“Colocar água de torneira para remontar um sistema vazando pode trazer sérios prejuízos aos proprietários de veículos”, adverte.











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