
Diante de sucessivos recordes de alta, o setor de refrigeração e ar-condicionado busca respostas sobre o futuro do preço do cobre, já que se trata de insumo fundamental em praticamente todas as suas obras.
Os motivos dessa instabilidade dividem-se entre fatores recentes e outros de ordem estrutural, que já há um bom tempo rondam o mercado.
Dentre as causas conjunturais, destacam-se as quebras de produção em fornecedores globais estratégicos como Indonésia e Chile.
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Mas também pesa no preço do cobre a incerteza generalizada sobre a política de comércio exterior do governo estadunidense, o que gera procura excepcional em seu próprio país e em vários outros, para reforço de estoques.
Já os fatores apontados como estruturais incluem a aplicação crescente do cobre para atender os setores de TI, assim como as áreas da construção e energia, dentre outros.
O resultado dessa mistura entre agravantes de curto e longo prazo fez com que a cotação do cobre saísse de US$ 9 mil a tonelada, em janeiro do ano passado, para US$ 13,4 mil em dezembro, já havendo especialista prevendo US$11 mil como patamar mínimo em breve.

Impacto no AVAC-R
No setor, o cobre é fundamental e está presente em quase todas as operações, o que pode aumentar ainda mais os gastos das empresas e reduzir parte dos resultados previstos para este ano.
A expectativa divulgada pela Abrava, até o final dos próximos onze meses, é de um faturamento médio 10% maior, tendo – em contrapartida – um custo de produção da ordem de 7,5%.
Este quadro preocupante em torno do cobre pode ainda ser agravado pelo comportamento futuro da taxa do câmbio, sobretudo em ano de eleições no Brasil, fator histórico de imprevisibilidade ampliada.
A exemplo dos analistas que vêm se debruçando sobre essa equação complicada, a Termomecanica – um dos principais fornecedores de cobre para o AVAC-R brasileiro – não enxerga sinais de reversão no curto prazo.

Quanto à grande expansão do mercado atendido pelo cobre, ele aponta a expansão dos data centers um dos fatores estruturais mais relevantes, motivado pela digitalização, computação em nuvem e Inteligência Artificial.
O Brasil, segundo Guerini, já possui 195 data centers, a maioria na região Sudeste, e já lidera as instalações do gênero na América do Sul.
E as perspectivas, segundo o gerente, são de crescimento nos próximos anos, “um movimento que reforça a visão de que o cobre seguirá sendo um insumo estratégico e cada vez mais disputado”, conclui.










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