
A sofisticação das ferramentas hoje à disposição dos profissionais do AVAC-R, seja no interior de suas maletas portáteis ou dentro das oficinas, pode melhorar até mesmo a imagem dos refrigeristas perante o seu cliente.
Um dos segmentos onde isso é gritante tem sido o da climatização automotiva. Ele sempre esteve mais para injeção eletrônica do que carburador, mal comparando o ar-condicionado dos carros mais antigos aos instalados de fábrica, nos veículos contemporâneos.
Contudo, com a necessidade de obter-se maior escala nos atendimentos, cada vez mais numerosos, e a transição gradativa que está ocorrendo do R-134a para o fluido refrigerante R-1234YF, mais ecológico, outro salto qualitativo chegou.
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Diferenças
Com as primeiras máquinas de recolhimento lançadas anos atrás, o uso combinado de manifold, balança, bomba de vácuo e engates rápidos naturalmente diminuiu.
Agora, existe no mercado uma nova geração de equipamento que faz praticamente tudo sozinha, permitindo mais de uma manutenção simultaneamente, dependendo de quantos aparelhos a oficina possua.
Para Luiz Miyai, gerente comercial de uma das grandes marcas desse setor – a Mastercool -, o modelo Commander, de sua fabricação, inclusive recicla o fluido refrigerante, possibilitando assim recolocá-lo no sistema.

“O nosso modelo 3100 atende veículos à combustão e híbridos também”, diz ele, ao mostrar que essa versão top de linha, comercializada por cerca de R$ 30 mil, também coloca seus usuários em sintonia com a crescente eletrificação da frota brasileira.
Há, contudo, modelos mais econômicos e que já resolvem grande parte das limitações habituais quando se atua nesse tipo de atividade apenas com ferramentas manuais.
“Com um equipamento desses, você consegue fazer um trabalho com precisão. Por quê? Porque aqui você trabalha totalmente de forma automatizada”, afirma Miyai.

Segundo ele, um painel de comando semelhante a um tablet realiza a programação e a máquina executa o serviço dentro daquilo que for estipulado pelo operador.
“Nos procedimentos com ferramentas manuais, pode ser que às vezes você pule alguma etapa, não tenha aquela precisão total, e esse é o diferencial desses equipamentos modernos”, acrescenta.
E conclui: “Hoje, para as oficinas de alta performance que querem ingressar no mercado automotivo, investir numa máquina assim é bem melhor, porque você consegue ter precisão e entregar para o cliente, de uma forma mais pontual, aquilo que você está oferecendo, e também tem uma outra apresentação pessoal”.
Maleta também “fala”
Refrigerista há mais de 10 anos, Alan Guimarães, da Costa Guimarães Refrigeração, é outro que aplaude tanta evolução nas ferramentas eletrônicas como essas, cada vez mais frequentes no setor automotivo.
Mas aquilo que um técnico em refrigeração, ar-condicionado e linha branca, – especialidade na qual ele igualmente atua -, tira de sua maleta para identificar um defeito também faz muita diferença.

“Manifold digital, rastreador de vazamento, termômetro Penta são algumas das ferramentas que chamam a atenção”, diz ele. Mas ressalva: “Eu acho que impressiona – tanto quanto ou até mais -, a organização disso tudo”.
De acordo com o profissional, tem bolsa de refrigerista suja e bagunçada, um caos frequentemente extensivo à situação do seu carro, características que anulam boa parte do efeito positivo acarretado por um banho de tecnologia frente ao aparelho quebrado e seu atento dono.
Alan diz o mesmo sobre uniforme sempre em ordem e lavado, assim como o material brilhando. “Eu tenho várias malas de ferramenta, pois elas desgastam muito rápido e quando vejo alguém que trabalha comigo usando uma em mau estado, faço logo questão de trocá-la”, arremata.










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