Blog do Frio
  • NOTÍCIAS
  • SOBRE NÓS
  • FALE CONOSCO
No Result
View All Result
Blog do Frio
  • NOTÍCIAS
  • SOBRE NÓS
  • FALE CONOSCO
No Result
View All Result
Blog do Frio
No Result
View All Result
Entrevista

Aquecimento sem combustíveis fósseis ainda engatinha no Brasil, mas promete

Em alta na Europa e EUA, sistemas eletrificados demonstram vantagens ambientais e econômicas

Por Redação
18 de julho de 2025
- Tempo de Leitura:6 minutos
Foto: Shutterstock

A Trane Technologies do Brasil é uma das empresas globais do HVAC-R que estão introduzindo o nosso país na era do aquecimento eletrificado, em substituição ao uso de combustíveis fósseis, pródigos em aumentar as emissões de carbono e os custos das instalações.

De acordo com o engenheiro sênior de Aplicação e Energia da empresa, Giancarlo Delatore, o que está sendo feito aqui corresponde a uma prática adotada no resto do mundo pela companhia, conforme a cultura e a realidade energética de cada mercado.

“Aqui, temos fomentado as soluções e aplicações de eletrificação do aquecimento para que o mercado brasileiro tenha contato e se habitue com a tecnologia, para acelerar essa transição”, diz ele, entendendo ser esta a melhor tecnologia disponível, e uma grande oportunidade para o setor de HVAC.

  • Troca de chiller por equipamento ecológico terá ajuda de programa oficial
  • Workshop gratuito: Ar-condicionado de carro elétrico com R-1234yf
  • Você sabe o que é GWP, ODP, TEWI e LCCP?

BF: Como pode ser resumido o que já existe de concreto lá fora a respeito deste tema?

Delatore: A Eletrificação do aquecimento é um tema que está absolutamente em alta na Europa e Estados Unidos, não por ser um assunto novo, mas por se destacar como a melhor tecnologia disponível atualmente para gerar calor de forma mais eficiente e sustentável.

O mundo vivencia uma transição de tecnologia entre a geração de calor saindo da queima de combustíveis fósseis para soluções mais modernas, 100% elétricas, através de bombas de calor.

BF: De que forma isto está se processando?

Delatore: Embora a matriz energética da Europa e Estados Unidos ainda conte com um grande percentual de geração através de fontes “sujas”, queimando combustíveis fósseis, eletrificar o aquecimento nas unidades de consumo é a melhor opção para reduzir o impacto de emissões.

Migrando a queima de combustíveis fósseis nas unidades de consumo para bombas de calor, é possível aproveitar a crescente geração de energia proveniente de fontes renováveis, que é distribuída pelas concessionárias de cada país, além de pressionar e responsabilizar governos e agências regulamentadoras locais para que aumentem esse percentual de substituição.

Delatore: Eletrificação do aquecimento ainda será uma realidade no Brasil
Foto: Marcelo Moscardi

E no Brasil que quadro temos hoje?

Delatore: Bem, nosso país conta com um cenário absolutamente diferente em relação às matrizes energéticas. Atualmente, mais de 85% da energia consumida no Brasil é gerada por fontes renováveis, o que, por si só, já embasa o argumento de eletrificar o aquecimento para descarbonizar operações.

Temos ainda a vantagem de que a energia elétrica aqui é barata, se comparada aos combustíveis fósseis, fazendo com que o viés financeiro em eletrificar o aquecimento seja muito atrativo.

Porém, ainda vemos alguma resistência do mercado em seguir com a transição de tecnologia.

BF: Por que isso ainda acontece?

Delatore: O impacto em eletrificar o aquecimento no Brasil sobre a fonte geradora de energia ainda é irrelevante. Mesmo que cresça exponencialmente nos próximos anos, ainda é algo que está muito longe de ser considerado como um ponto crítico.

Ainda mais quando levamos em consideração que muitas soluções para geração de calor no Brasil utilizam resistência de aquecimento com um Coeficiente de Performance (COP) de 1kW/kW , contra Bombas de Calor que podem ultrapassar um COP de 4kW/kW, reduzindo o consumo de energia em 4 vezes , frente às resistências de aquecimento.

BF: Se diferenças assim ainda não convenceram o mercado, o que poderia mudar esse entendimento?

Delatore: A aceleração da transição de tecnologia para aquecimento de água está muito ligada, principalmente, a 3 fatores: confiança na tecnologia, velocidade de retorno de investimento e políticas e incentivo para redução de emissões.

Atualmente, vemos que o retorno de investimento no Brasil costuma ser bastante atrativo, mas o mercado ainda está se habituando com a nova tecnologia.

E o Brasil ainda não possui regulamentações ou programas de descarbonização que possam contribuir com a aceleração na velocidade dessa transição tecnológica.

BF: No caso específico do HVAC-R, quais exemplos de eletrificação você destacaria?

Delatore: Na área de conforto, a aplicação de sistemas VRF com ciclo quente ou até mesmo sistemas de bombas de calor para aquecimento de água, que – por sua vez – atuará no aquecimento do ar, são ótimos exemplos de eletrificação do aquecimento.

O mesmo se aplica a sistemas onde há a necessidade de reaquecer o ar após uma serpentina desumidificá-lo, aplicando serpentina de água quente gerada por bombas de calor.

BF: Diante disso tudo, quais são suas perspectivas em curto, médio e longo prazo, sobre a eletrificação das soluções térmicas no Brasil?

Delatore: A migração de tecnologia está ocorrendo e deve acelerar conforme as empresas ganharem confiança na tecnologia. Entendemos que, em poucos anos, a eletrificação do aquecimento será uma realidade no Brasil para qualquer aplicação que necessite de aquecimento de água ou conforto térmico.

Não fará mais sentido se falar em sistemas com queima de combustíveis fósseis, pois as bombas de calor tomarão conta dessa solução. Cabe ao nosso setor fomentar cada vez mais as soluções e levar conhecimento ao mercado, com o objetivo de ajudar a acelerar a transição de tecnologia.

Tags: AquecimentoAquecimento GlobalAr CondicionadoAVAC-RBomba de CalorClimatizaçãoCombustíveis FósseisEletrificaçãoEmissões de CO2EnergiaEnergia RenovávelHVAC-RMeio AmbienteSustentabilidadeTecnologiaTrane
Post Anterior

Troca de chiller por equipamento ecológico terá ajuda de programa oficial

Próximo Post

Como estão seus conhecimentos sobre os sistemas VRF?

Posts Relacionados

Elgin aposta em inovação e expansão no AVAC-R em 2026
Entrevista

Elgin aposta em inovação e expansão no AVAC-R em 2026

Por Redação
19 de março de 2026
LG revela planos para ampliar liderança na América Latina
Entrevista

LG revela planos para ampliar liderança na América Latina

Por Redação
30 de outubro de 2025
As muitas lições de um professor e refrigerista há mais de 40 anos
Entrevista

As muitas lições de um professor e refrigerista há mais de 40 anos

Por Wagner Fonseca
20 de maio de 2025
“Apesar das incertezas econômicas, Ar-condicionado deve continuar crescendo em 2025”
Entrevista

“Apesar das incertezas econômicas, Ar-condicionado deve continuar crescendo em 2025”

Por Redação
18 de dezembro de 2024
Gerente de facilities, o guardião das edificações e de seus ocupantes
Entrevista

Gerente de facilities, o guardião das edificações e de seus ocupantes

Por Wagner Fonseca
30 de setembro de 2022
Próximo Post
Como estão seus conhecimentos sobre os sistemas VRF?

Como estão seus conhecimentos sobre os sistemas VRF?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Licença Creative Commons
Aviso legal: Os textos postados pelo Repórter do Frio neste blog estão protegidos pela licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.

© 2026 | Criação de sites em Belo Horizonte - Alexandre Oliveira Designer

No Result
View All Result
  • NOTÍCIAS
  • SOBRE NÓS
  • FALE CONOSCO

© 2026 | Criação de sites em Belo Horizonte - Alexandre Oliveira Designer

                     
No Result
View All Result
  • NOTÍCIAS
  • SOBRE NÓS
  • FALE CONOSCO

© 2026 | Criação de sites em Belo Horizonte - Alexandre Oliveira Designer

Utilizamos cookies em nosso site para melhorar a sua experiência de navegação. Ao clicar em "OK", você concorda com o uso de todos os cookies.