
Mais pessoas em ambientes fechados é um cenário típico do inverno, quando também aumenta a incidência de doenças respiratórias como a chamada Super Gripe, cuja rápida propagação, no Hemisfério Norte, já coloca em alerta especialistas brasileiros em Qualidade do Ar Interno.
Apenas nos Estados Unidos, segundo o Centro de Prevenção de Doenças daquele país, já foram registrados 15 milhões de casos desde o final de dezembro, com 180 mil hospitalizações e 7.400 mortes, nível mais grave de evolução local de uma gripe, desde a passagem de 1997 para 1998.
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O responsável por esse quadro é a mais nova variante do vírus Influenza A, o H3N2, tecnicamente denominada subclado K (ou linhagem J.2.4.1), que ganhou seu apelido de ‘Super’ pela velocidade de transmissão, pois nem todos os vacinados em 2025 estão imunes a esta cepa.
Papel da QAI
Segundo o engenheiro mecânico especialista em Qualidade do Ar Interno, Osny do Amaral Filho, atual presidente do PNQAI – Plano Nacional de Qualidade do Ar Interior, “limpeza do ar condicionado não mata a gripe, mas garante que o aparelho não seja um facilitador da doença”.
A partir da pandemia da Covid19, ele diz que a engenharia e os técnicos de todas as ordens envolvidos com Qualidade do Ar Interno aprenderam muito, podendo agora enfrentar qualquer nova doença respiratória.

As próprias autoridades sanitárias, segundo Osny, tiveram a oportunidade de rever o papel do confinamento ante a possibilidade de se passar mais tempo ao ar livre, ao invés de compartilhar, nas 24 horas, o ar respirado por outras pessoas em ambientes fechados.
Para 2026, antes que as temperaturas por aqui voltem a baixar, ele recomenda aos gestores de espaços públicos focar não apenas na limpeza, mas também na taxa de renovação do ar interno.
Isso porque nas salas fechadas, com a presença de pessoas, o ar degrada-se continuamente, “tem baixo teor de Oxigênio, alto teor de Gás Carbônico e outros gases, além da crescente presença de vírus, bactérias e demais gases e poeira”, explica o engenheiro, ao frisar a necessidade constante da troca desse ar pelo externo, que sempre é mais puro.
Outros cuidados
Mas além da renovação do ar, com a insuflação de ar externo novo e filtrado, e a exaustão simultânea do ar interno degradado, o presidente do PNQAI recomenda atenção especial quanto aos seguintes aspectos neste campo:
Biossegurança: Há maneiras de tornar o ar interno purificado pela adição aos espaços de sistemas de filtragem passiva do ar, e pela adição de modernos sistemas de purificação por Peróxido de Hidrogênio – H2O2, chamada de Oxidação Avançada, que elimina em 99,9% os patógenos do ar, além de moléculas de odor, gases e partículas do ambiente.
PMOC: O Plano de Manutenção, Operação e Controle é fundamental para manter os sistemas de ar-condicionado com renovação de ar adequada e filtros devidamente limpos. Todos os equipamentos que movimentam o ar sujam muito rapidamente em seu interior, e isso requer manutenção e limpeza de forma programada e constante.

Limpeza total: Higienizar os filtros é importante, mas não basta, pois a limpeza total dos aparelhos é fundamental, com a retirada das carcaças e lavagem das partes internas dos equipamentos, por intermédio de uma empresa de refrigeração especializada.
Controle de umidade: Estudos científicos mostram uma faixa ideal de umidade relativa do ar que varia de 35% a 65%. Nesta faixa, não se proliferam vírus, bactérias, fungos e outros patógenos, exceto os presentes em micropartículas suspensas no ar.
Para estes casos, segundo o presidente do PNQAI, utilizam-se equipamentos de purificação do ar como lâmpadas UV e filtros físicos para retenção.
“Outra tecnologia bastante eficaz é o processo de oxidação avançada por Peróxido de Hidrogênio H2O2. Atomizado no ar, ele ocupa todos os espaços da sala, envolvendo e eliminando completamente as partículas e patógenos, mesmo em suspensão”, completa Osny do Amaral Filho.









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