
Após mais um ano de quedas figurando entre as principais causas de acidentes fatais com refrigeristas, quem pratica alpinismo industrial no setor reforça a necessidade de preparo e uso apenas de material apropriado neste campo.
Dentre os defensores ardorosos dessa tese está Fabio Henrique de Souza, paulista de Araçatuba, que há mais de 30 anos vive em Campo Grande (MS) e, nos últimos cinco, utiliza rapel nos edifícios onde instala e repara os mais diversos sistemas de ar-condicionado.
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“É impossível descer com segurança em uma cadeira de rapel sem trava- quedas, um dispositivo colocado no cinto e na linha de vida”, diz ele, lembrando que absurdos assim ainda ocorrem, em grande parte, por deficiência na fiscalização do CREA, por exemplo.
Proprietário da empresa F&F, Fabio Negrito – apelido trazido do tempo em que tocava na noite – já era técnico em AVAC-R formado pelo SENAI MS, quando resolveu abraçar o diferencial extra de pegar serviços onde nem todos chegam.

“Foi a forma que encontrei para sair do leilão de valores em nosso mercado, onde muita gente se desvaloriza ao trabalhar por mixaria. Desde então, meu trabalho custa tanto e pronto. Não tem muito o que chorar”, argumenta.
Muito estudo
Mas quando ele, literalmente, resolveu dar este up em sua carreira, percebeu que não bastariam seus conhecimentos adquiridos em split, VRF, splitão, chiller, fancoil etc.
Trabalhar em altura, Fabio Negrito logo percebeu: envolveria continuar estudando, agora para saber como deslizar a partir do topo de um prédio, ter mobilidade para trabalhar nos equipamentos de cada andar e, finalmente, chegar à calçada são e salvo.

Sua primeira providência para isso foi fazer cursos de acesso básico por corda, formação que culminou, no ano passado, com o famoso curso de alpinismo industrial da ANEAC – Associação Nacional das Empresas de Acesso por Corda e Resgate, em Curitiba.
“Foi uma semana inteira de muita informação, em meio a provas práticas e teóricas”, recorda-se Negrito, deixando claro que ainda se encontra distante do cume em sua carreira.
No ano que vem, vai repetir a dose em busca da certificação nível 2, que possibilita resgates avançados dos parceiros de trabalho em campo, por exemplo.

Ele pretende ainda atingir os dois estágios posteriores desta escalada, o primeiro para tornar-se instrutor e o segundo, que o habilitará também como examinador, pois seus planos incluem a criação de um centro de treinamento da área devidamente certificado, é claro.
Porém, mesmo na fase em que a F&F se encontra hoje, já há vários motivos para comemoração. Dentre eles, a obra mais alta onde Negrito já atuou, sempre com o apoio da esposa Cleoni (Nana) e dos seus dois colaboradores, Antônio e Cláudio.
“Foi uma obra com multi splits, num prédio de 25 andares, o que equivale a 75 metros de altura”, orgulha-se o profissional.










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