
Com uma fábrica de 770 mil m2 no Paraná – onde está investindo R$ 1,5 bi – a LG confirmou o início de sua nova fase na linha branca brasileira, ao produzir geladeiras localmente.
Quem participou ontem do “LG Innovation Mirror”, realizado no Business Solutions Center da empresa, ouviu também que seu passo seguinte será produzir, em Fazenda Rio Grande, lavadoras-secadoras de roupas.
Ao se revezar no palco, alguns dos seus principais executivos, apoiados em vídeos e gráficos, justificaram a estratégia.

Disseram, por exemplo, que o brasileiro já deixa no “bolso da casa familiar” uma terça parte de seus ganhos.
Em unidades adquiridas, são nada menos que 4,8 milhões de refrigeradores domésticos e 7,8 milhões de máquinas de lavar, com um crescimento percentual de duas casas decimais por ano.
Para conquistar também o brasileiro no segmento que lidera em outros países, a LG pesquisou muito. “A gente não vai simplesmente pegar um produto global e jogar aqui no mercado”, assegura o vice-presidente de Vendas, Rodrigo Fiani.
IA Afetiva
Após a inauguração da fábrica paranaense, prevista para julho, a LG vai mostrar que tem trunfos especiais para entrar nessa disputa pela preferência do consumidor brasileiro na linha branca.
Um dos mantras dentro da empresa hoje é a “IA Afetiva”, uma percepção diferenciada daquela mesma Inteligência Artificial que chegou a nossas vidas simplesmente como IA, ganhou novos poderes ao tornar-se generativa e, agora, recebe da LG a peculiar definição de afetiva.
Essa nova dimensão do machine learning não se limita a fazer aquilo que o consumidor pede, pois vai além, tomando a iniciativa, via algoritmos, de agir exatamente da forma desejada por ele.
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O portfólio da nova fábrica terá também integração aos aparelhos da plataforma ThinQ, usada pela LG para fazer os diferentes equipamentos de uma casa “conversar”, e de forma totalmente independente do wifi do imóvel.
Inicialmente as geladeiras, e mais à frente as lava e seca produzidas no Paraná, vão incorporar outras palavras de ordem hoje na indústria, caso do “Zero Labor”, cuja meta é propiciar mais tempo livre às pessoas, diante da facilidade adquirida nos afazeres domésticos.
A democratização da inovação, ao agregar tecnologia de ponta até mesmo nos chamados produtos de entrada, isto é, aqueles menos sofisticados, será igualmente cultivada na nova linha de montagem.
Contudo, uma questão prática do dia a dia, e bem mais antiga, será igualmente equacionada por lá. As geladeiras, por exemplo, serão as primeiras bivolt produzidas no país, facilitando a vida do brasileiro ao adquirir um aparelho, seja em loja física ou e-commerce.

Ar Condicionado
Ainda em clima de comemoração pelos recém-completados dez anos seguidos de liderança no mercado latino-americano de ar-condicionado, a LG também deixou claro ontem que tem novidades na linha 2026 de splits.
“A IA está vivendo uma evolução. Os primeiros modelos com esse recurso focavam o ambiente e um padrão de controle”, ressalta o gerente de Ar-Condicionado Residencial da LG Electronics Brasil, Lucas Nogueira.
“No caso da IA Afetiva, eles passam a ter sensores funcionando em conjunto com um aplicativo que analisa o padrão de sono e os hábitos gerais de utilização do aparelho”, acrescenta, ao falar da nova versão do LG Dual Inverter.
A denominação do modelo agora inclui “AI Air”, o que na prática significa sua capacidade de realizar ações sob medida para ajustar as temperaturas, inclusive durante os períodos de sono de cada um.

A linha comercial também passa por mudanças, assegura a gerente de Produto Graziella Yang. “O VRF Multi Vi, por exemplo, monitora toda a rotina de uma loja ou escritório e adapta o funcionamento do ar-condicionado aos diferentes momentos, agregando toda uma automação no próprio aparelho”, conclui.










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