
Split, splitão, VRF, chiller e câmara fria são equipamentos de ar-condicionado e refrigeração que pessoas jurídicas, do Brasil inteiro, já podem utilizar por assinatura.
Com sede no Rio de Janeiro, a empresa Vulp Air há dois anos foi pioneira ao introduzir no setor o “Cooling as a Service”, sistema até então adotado por locadoras de veículos e fintechs, dentre outros setores.
“Nosso propósito é muito claro: transformar a climatização em um serviço estratégico, eficiente, simplificado e totalmente focado no conforto térmico”, resume o CEO da empresa, Mateus Orsini.
Segundo ele, este trabalho tem como base a solidez de uma companhia com mais de 50 anos de atuação, antes conhecida como Colortel, e que, desde a aquisição pelo Fundo Lotta Capital, em 2023, passou por uma completa reformulação.
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“Hoje, assumimos integralmente o parque de climatização dos nossos clientes, de ponta a ponta”,informa o engenheiro mecânico.
“Começamos pela renovação dos equipamentos, incluímos a automação, fazemos a operação com manutenção preventiva, preditiva e corretiva contínua e garantimos a troca de todas as peças e eventuais quebras”, acrescenta ele.
Tudo isso, de acordo com o CEO, durante as 24 horas, 7 dias por semana, já que a meta da Vulp é eliminar as preocupações técnicas e financeiras neste campo, “já que a responsabilidade é 100% nossa, inclusive em caso de falha”, assegura.
Motivação
Ao lançar pioneiramente este trabalho, a ideia era eliminar gargalos históricos como equipamentos antigos, manutenção reativa, custos imprevisíveis e baixa confiabilidade operacional.
O resultado de uma combinação assim sempre foi o conhecido “não gela”, queixa que literalmente esquenta a cabeça dos gestores, ao ver prejudicado o conforto térmico de seus clientes e colaboradores

“Nosso trabalho garante que ambientes essenciais e de criticidade alta, caso de hospitais, data centers e indústrias funcionem com o máximo conforto térmico e eficiência energética e o mínimo possível de paradas”, explica.
Pontos cruciais
“Ambientes mudam de perfil ao longo do dia”, prossegue o CEO, referindo-se aos diferentes níveis de ocupação, incidência solar e, consequentemente, carga térmica.
“Sem ajuste em tempo real, o espaço superaquece ou esfria demais. Por isso utilizamos sensores, IoT e algoritmos que adaptam automaticamente a operação”, observa o engenheiro.
Equipamentos atualizados e dimensionados corretamente são outro ponto crucial na filosofia proposta pela sua empresa.
“De nada adianta a manutenção preditiva e a automação se os equipamentos são antigos ou defasados por não terem sido projetados com capacidade para lidar com ondas de calor cada vez mais severas”, alerta Mateus.
Por isso ele lembra que no modelo por assinatura adotado pela sua empresa, as atualizações são parte do serviço, sem gastos extras e garantindo que o sistema entregue sempre o que o ambiente exige.
Climatização Inteligente
Um ponto que chama a atenção na comunicação da Vulp com o mercado é o uso frequente do termo climatização inteligente.
Ao questionar Orsini a respeito, descobre-se que essa bandeira não se restringe em enaltecer a decisão da empresa que hoje terceiriza em 100% seu AVAC-R, como muitos já faziam com veículos.
Segundo ele, climatização inteligente consiste em integrar gestão especializada, tecnologia e automação para garantir conforto térmico constante e com máxima eficiência energética.

“Não se trata apenas de ter bons equipamentos, mas sim de garantir que todo o sistema opere como um organismo vivo”, define ele, atribuindo a isso o fato de a qualidade do pessoal de manutenção ser a alma do negócio.
Mas para aferir constantemente a “saúde” do sistema, para acionar em tempo real essa equipe, ele conta com sensores eletrônicos e a IoT (Internet das coisas), monitorando temperatura, umidade, ocupação, fluxo de ar e performance dos equipamentos.
A partir desses dados, algoritmos ajustam automaticamente a operação, aumentando a capacidade onde há mais pessoas e reduzindo onde há menor demanda, evitando superaquecimento ou resfriamento excessivo.
“Ao mesmo tempo, identificamos comportamentos anômalos nos equipamentos e antecipamos falhas, graças à manutenção preditiva”, ressalta o CEO, o que fecha o cerco contra imprevistos, esteja a instalação sob a maresia de uma cidade litorânea, ou em meio à poluição típica das metrópoles.










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