
Conforme explicado na primeira parte deste artigo, são necessários certos cuidados antes mesmo de uma instalação de VRF ser iniciada, pois assim é possível aproveitar plenamente as vantagens apresentadas por essa modalidade de ar-condicionado.
Quando isso não acontece, são frequentes problemas futuros que podem comprometer não apenas a performance, mas também a própria a durabilidade do sistema, além de marcar sua história por prejuízos e retrabalhos.
A tubulação frigorífica mal dimensionada no projeto básico, por exemplo, é conhecida causa de manutenção corretiva, tendo em vista que o sistema VRF depende de distâncias lineares e desníveis bem definidos entre as unidades.
Confira outros problemas comuns relacionados à infraestrutura frigorífica:
- Diâmetros incorretos de tubos;
- Curvas excessivas no trajeto;
- Falta de isolamento térmico adequado.
- Juntas de ramificação de tamanho e tipo errados.
- Projeto não informa espessura de tubos de cobre x diâmetros.
- Isolamento térmico não especificado, indicado.
- Orientação no projeto quanto ao tipo de solda empregado na instalação
- Idem, em relação ao acréscimo de fluido refrigerante.
Dica: Siga as recomendações do fabricante e utilize softwares de simulação para validar os percursos. Todavia, não acredite cegamente no que um software informa. Desenvolva manualmente se desconfiar de alguma coisa, por exemplo: o programa informa um condensador de capacidade muito além daquela que o seu “feeling” lhe diz.
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Dimensionamento da infraestrutura elétrica de base
Poucos falam sobre isso, mas o sistema VRF exige atenção especial à parte elétrica. Antes da instalação, é essencial considerar:
- Capacidade do quadro de força;
- Disjuntores adequados ao consumo do sistema;
- Aterramento eficaz e fiação compatível.
Dica: Um levantamento elétrico completo deve ser feito antes da compra dos equipamentos. Esta também é uma função do projetista contratado.
Outros desafios que podem surgir antes da instalação

Além dos tópicos já citados, outros fatores podem dificultar o início da instalação do sistema VRF:
- Licenciamento e autorizações locais, especialmente em edifícios comerciais e residenciais;
- Falta de mão de obra qualificada, o que é mais comum do que se imagina; Mesmo em São Paulo, Capital.
- Ausência de manual do proprietário ou documentação técnica;
- Erros na comunicação entre projetistas, arquitetos e instaladores.
Como evitar os principais erros?
Felizmente, todos esses problemas são evitáveis com planejamento e boas práticas. Veja algumas recomendações essenciais:
Etapas preventivas antes da instalação VRV
- Contrate um projetista especializado em sistemas de expansão direta; Especializado e CREDENCIADO do fabricante.
- Faça um levantamento completo do local com visitas técnicas;
- Peça simulações em software do fabricante (como Daikin VRV Xpress ou LG VRF Selection);
- Exija memorial descritivo detalhado com parâmetros de dimensionamento;
- Valide todos os documentos com engenheiros, técnicos e empresas credenciadas.
- Faça um “exercício” antes de comprar ou contratar qualquer coisa da futura instalação VRF.
Conclusão
O sistema VRF é uma excelente solução de climatização, desde que sua instalação seja precedida de um projeto técnico robusto. Como vimos, muitos dos problemas enfrentados pelos instaladores e clientes surgem antes mesmo da instalação começar.
Portanto, identificar esses problemas comuns com antecedência é o melhor caminho para garantir o sucesso da aplicação. Isso reduz custos, evita retrabalhos e assegura a eficiência do sistema.
Se você está prestes a implementar um sistema VRF, pare e reflita: todas essas etapas foram bem planejadas? Se ainda houver dúvidas, consulte um especialista e priorize sempre a engenharia de qualidade.
Por fim, o que eu sempre digo: Contrate somente empresas e profissionais credenciados do fabricante. Acredito que essas dicas vão te ajudar a mitigar a “dor de cabeça” futura.
*João Agnaldo Ferreira é engenheiro mecânico com ampla experiência em projetos, treinamentos e consultoria técnica.










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