
Ao substituir o R-410A em equipamentos novos, a maioria absoluta das montadoras de aparelhos split tem adotado o fluido refrigerante Freon™ 32 (R-32) como a principal opção ambiental e econômica.
O primeiro aspecto se deve ao seu nulo Potencial de Destruição do Ozônio (ODP), somado ao Potencial de Aquecimento Global de 677, ou seja, um GWP (AR5) 65% menor em relação ao de 1.923, do R-410A.
Corresponde, dessa forma, aos requisitos do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali, no Brasil implementados por programas coordenados pelo governo federal para eliminar tanto os HCFCs quanto os HFCS.
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“Apesar de ainda ser um HFC, o R-32 já possui um GWP 65% menor do que o R-410A, além de possuir melhor desempenho em novos sistemas”, afirma o especialista em Serviços Técnicos, Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Chemours, Lucas Fugita.
Outras vantagens
Embora significativos, estes não têm sido os únicos motivos pela preferência das fabricantes de splits pelo R-32, na substituição do até então preponderante R-410A neste tipo de equipamento.
“A densidade do R-32 é menor, em relação à do R-410A e isso requer menor quantidade de fluido refrigerante para que se atinja a mesma capacidade de refrigeração”, constata o consultor especialista em fluidos refrigerantes e diretor técnico da L. Monte, Amaral Gurgel.
Juntamente com um menor custo na carga inicial, em caso de vazamentos o R-32 pode ser recarregado tanto na fase líquida quanto na fase vapor, facilitando a rotina de manutenção.
Segurança
Por outro lado, embora o R-32 traga vantagens do ponto de vista desempenho, é importante ressaltar que este fluido refrigerante possui classificação de segurança ASHRAE A2L, baixa toxicidade e levemente inflamável. Portanto, medidas adicionais de segurança, manutenção, ferramentas e pré-requisitos de instalação podem ser necessários para evitar riscos de acidentes ou incidentes.

“Pela diferença do ponto de vista de inflamabilidade, jamais se deve realizar retrofit de R-410A, um produto não inflamável, para R-32, levemente inflamável, em um mesmo equipamento. R-32 só deve ser utilizado em equipamentos novos projetados para ele”, afirma Lucas Fugita, ao recomendar seguir sempre as orientações dos fabricantes dos equipamentos.
Valor agregado
Além desses aspectos, trabalhar com uma substância amiga do ambiente confere aos prestadores de serviço do AVAC-R um ganho de imagem já percebido por experientes profissionais da área como Willian Portela, da WP Refrigeração, de Campo Grande (MS).
Há mais de 15 anos ele atua nas linhas residencial e comercial em sua região, e mesmo sentindo que nem todo cliente prioriza aspectos ecológicos, ao ter o R-32 circulando no interior de suas máquinas, quando as diferenças dele em relação ao R-410A chegam ao bolso, sua satisfação aparece.

“Independentemente de nós explicarmos a importância ecológica do R-32, eles visivelmente ficam mais sensibilizados ao perceber que o seu equipamento passa a operar com a máxima eficiência, o que faz muitos deles nos indicar para os seus conhecidos, que acabam nos procurando, e isso nos comprova o feedback positivo”, explica.
Mas, segundo Willian, isso não significa total indiferença quanto ao lado ambiental, pois vários clientes já demonstram satisfação antes mesmo de receber a primeira conta de energia após a instalação, pelo simples fato de saber estar contribuindo, de alguma forma, com o reequilíbrio do clima global, ao aderir aos novos tempos dos fluidos refrigerantes.










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