
Após negociações iniciadas há cerca de um ano, a Bosch acaba de formalizar sua volta ao HVAC, ao adquirir a divisão residencial e comercial leve da Johnson Controls e a joint venture Johnson Controls-Hitachi Air Conditioning.
No mercado brasileiro, o grupo alemão está ausente desde 2009, quando vendeu o negócio HVAC para a Mabe, juntamente com a produção e venda locais de eletrodomésticos.
Agora, com o retorno aos setores de aquecimento, ventilação e ar condicionado, assume no país a fábrica da Johnson Controls-Hitachi, localizada na cidade paulista de São José dos Campos, onde hoje trabalham mais de 450 pessoas.
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A empresa também adquiriu as licenças de longo prazo para uso dos nomes das marcas York e Hitachi.
Já a rede de produção global da Home Confort crescerá de 17 para 33 fábricas, enquanto o número de unidades de desenvolvimento aumentará de 14 para 26.
Ao resumir as causas que motivaram este novo passo, a empresa declara sua intenção de crescer mais rápido que o próprio mercado nos setores onde está voltando a competir.
Grupo de elite
“A Bosch está subindo para o grupo de elite no setor de soluções de aquecimento, ventilação e ar-condicionado”, disse aos jornalistas o presidente Global do Grupo, Stefan Hartung.
Segundo ele, a divisão Home Confort agora quase dobra, chegando a 8 bilhões de euros em vendas e mais de 25 mil colaboradores em todo o mundo, números com tendência de crescimento, frente à pujança do setor.
Com a complementação de portfólio ocorrida agora, a empresa atinge sua meta de expansão prevista para até 2030, após concretizar aquilo que define como a maior aquisição de sua história. No mesmo período, o HVAC mundial deve crescer no mínimo 40%, nas projeções do grupo.

Dentre as regiões prioritárias de crescimento, a Bosch lista Ásia e Américas, onde pretende tornar-se um dos maiores de aquecimento, ventilação e refrigeração para edifícios residenciais e comerciais de pequeno porte.
“Toda a indústria de HVAC está em um momento de transformação, assim como o mercado e as tecnologias. A Bosch está aproveitando sistematicamente suas oportunidades”, completa Hartung.
Ainda segundo a empresa, os primeiros resultados de tantas mudanças devem ser percebidos pelo mercado já em 2026, sendo que no ano seguinte deve ser concluída a integração das novas unidades na divisão de Home Confort da Bosch.
Mercado atraente
De acordo com análises da empresa, o mercado global de sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado ultrapassou a marca de 150 bilhões de euros em 2024.
A demanda continuará a aumentar significativamente nos próximos anos, devido ao aquecimento global, entre outros fatores.
Segundo a Bosch, as vendas de unidades de ar-condicionado em todo o mundo devem aumentar para mais de 200 milhões de unidades por ano até 2030, quase um quinto a mais do que em 2024.

“Queremos ajudar a moldar este mercado – e usar soluções energeticamente eficientes para garantir que as pessoas possam tornar seu dia a dia mais confortável e saudável, mesmo em dias cada vez mais quentes, seja em casa, no trabalho ou enquanto fazem compras”, diz Frank Meyer, responsável pela tecnologia de energia e construção.
De acordo com os cálculos da Agência Internacional de Energia, um aumento de temperatura global de apenas um grau Celsius até 2050 já aumentará a necessidade de refrigeração em todo o mundo em 25%. No entanto, os pesquisadores climáticos já estão antecipando um aquecimento global significativamente maior.










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