
Diante da eliminação dos fluidos refrigerantes nocivos à camada de ozônio em todo o mundo, a Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP) substituiu o clorofluorcarbono (CFC) R-12 da bancada instalada no laboratório de refrigeração do campus Bom Retiro, no centro da capital paulista.
O retrofit foi realizado no fim de março com apoio técnico da Mastercool, que forneceu as ferramentas para o procedimento, e da Chemours, que doou o fluido refrigerante Freon MO49Plus (R-437A).
A indústria química americana “tem procurado cada vez mais parcerias com instituições educacionais para promover e compartilhar os seus mais de 90 anos de conhecimento e experiência no segmento de fluidos refrigerantes”, diz um comunicado da Chemours.
Segundo a companhia, a mistura à base de hidrofluorcarbono (HFC) doada à Fatec-SP permite o uso contínuo de sistemas de refrigeração existentes e ajuda a prolongar sua vida útil, sem a necessidade de trocar componentes.
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“O Freon MO49Plus pode ser utilizado em equipamentos de armazenamento de alimentos, vitrines refrigeradas de supermercados, frigoríficos e refrigeradores domésticos para substituição de fluidos refrigerantes como o R-12 e o R-22”, informa a empresa, destacando que a substância é “compatível com óleos lubrificantes tradicionais e novos, incluindo óleos minerais, alquilbenzeno e polioléster”.
Como parte da doação, a Chemours também ofereceu serviços de consultoria dos seus profissionais para 23 estudantes da Fatec-SP, enquanto a Mastercool disponibilizou o cilindro de recolhimento, bomba de vácuo, balança digital e toda instrumentação necessária para apoiar o retrofit.
“Os 910 gramas de R-12 recolhidos foram enviados para a Bandeirantes Refrigeração, centro de regeneração credenciado ao Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs (PBH)”, salienta o professor Cleber Corrêa Vieira.
Na avaliação de Vieira, o retrofit do R-12, cuja aplicação em produtos novos foi proibida no Brasil em 1999, dá “exemplo aos estudantes do cumprimento às exigências ambientais”. A iniciativa, prossegue, proporciona aos alunos “contato com refrigerantes que não prejudicam a camada de ozônio”.
No laboratório onde o procedimento foi realizado, os discentes da Fatec-SP apreendem sobre o ciclo de refrigeração. “Também ensinamos aqui noções de ventilação”, lembra o docente.


