Brasil, domingo, 18 de Fevereiro de 2018

Vazamento de R-22 gera prejuízo de R$ 500 milhões

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Lançado como parte das comemorações dos 30 anos do Protocolo de Montreal, o vídeo animado “Manutenção correta dos aparelhos de ar condicionado: benefícios sociais, ambientais e financeiros” informa que o Brasil ainda joga na atmosfera 11 mil toneladas do hidroclorofluorcarbono (HCFC) R-22.

Além de afetar a camada de ozônio e contribuir para o aquecimento global, os vazamentos deste fluido refrigerante geram um prejuízo anual de R$ 500 milhões, alerta a produção, que tem como objetivo conscientizar consumidores e técnicos em sistemas de refrigeração e ar condicionado (RAC) sobre o tema.

De cunho didático e em formato lúdico, a animação foi bancada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela GIZ, empresa do governo alemão que visa promover a cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável.

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“Com esse vídeo, nós conseguimos deixar um assunto que às vezes é de difícil compreensão mais acessível a todos”, ressaltou a gerente de projetos da GIZ-Proklima no Brasil, Stefanie von Heinemann, no comunicado distribuído à imprensa.

“Com isso, esperamos motivar ainda mais os refrigeristas a reduzirem vazamentos de R-22 e também alertar quem contrata seus seus serviços que é possível evitar mais danos à camada de ozônio e ao clima”, acrescentou.

Vazamentos de fluidos refrigerantes

Vídeo ilustrado esclarece consumidores e refrigeristas sobre os prejuízos econômicos e os danos ao meio ambiente causados por vazamento de gás refrigerante

Durante a cerimônia de lançamento da produção, o secretário de Mudança do Clima e Florestas do MMA, Everton Frask Lucero, lembrou que o Brasil é um dos maiores importadores de substâncias destruidoras da camada de ozônio. “Somos o quinto maior consumidor mundial de HCFCs”, disse.

“Graças ao trabalho que está sendo feito [por ministérios, agências internacionais, entidades e parceiros privados], nós já nos antecipamos às metas do Protocolo Montreal, pois já reduzimos 34% do consumo de HCFCs, em relação à linha de base [média de consumo em 2009 e 2010]”, informou.

“A nossa meta, e de todos os países em desenvolvimento, é chegar a 2020 com a redução do consumo em 35%. Então, com esse resultado alcançado, podemos dizer que estamos bem adiantados”, comemorou.

Além de eliminar os HCFCs progressivamente, Lucero salientou que o País atuará para controlar os hidrofluorcarbonos (HFCs), em função da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal.

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