Brasil, quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018

Trump quer provas sobre benefícios do Acordo de Kigali

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Um alto funcionário da Casa Branca disse que a administração do presidente Donald Trump precisará de provas concretas a respeito das vantagens econômicas proporcionadas pela Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal antes de ratificá-la.

No ano passado, um funcionário da Casa Branca já havia indicado que o governo norte-americano estava predisposto a adotar o acordo que estabelece prazos e metas para a redução gradativa do consumo de hidrofluorcarbonos (HFCs) nas próximas décadas.

Mas George David Banks, assistente especial do presidente para energia e meio ambiente, explicou esta semana que há muito mais trabalho a ser feito, segundo reportagem do site Cooling Post.

Falando durante um simpósio sobre o futuro da Emenda de Kigali no Instituto Hudson, Banks informou que a prioridade número um de Trump é proteger e melhorar a competitividade dos EUA, particularmente do setor manufatureiro.

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Embora tenha aclamado o Protocolo de Montreal como “uma história de sucesso notável”, ele advertiu que, antes de chegar a uma decisão, o governo precisaria ter “informações econômicas realmente boas”.

“Nós entendemos que há um amplo apoio da indústria, mas precisamos saber como, de uma forma concreta, isso beneficia as empresas dos EUA, conserva e cria empregos aqui e como isso afeta a balança comercial”, disse.

O debate no Instituto Hudson, um círculo de reflexão (think tank, em inglês) politicamente conservador, também contou com a participação de Stephen Yurek, presidente do Instituto de Refrigeração, Aquecimento e Ar Condicionado (AHRI); David Doniger, do Conselho de Defesa dos Recursos Nacionais; e Paul Camuti, diretor de tecnologia da Ingersoll Rand.

Em uma nota positiva, o advogado especialista em mudanças climáticas Jeffrey Holmstead, ex-diretor da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) e assessor jurídico do presidente George Bush, ressaltou que a grande maioria da comunidade empresarial do país apoia a Emenda de Kigali, assim como muitos grupos ambientalistas.

“Então, eu acho que, dada essa confluência incomum de fatos, a decisão só depende do governo. Se o acordo for enviado para ratificação, estou muito confiante de que será ratificado”, salientou.

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