Brasil, quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Aditivo selante acaba com pesadelo dos refrigeristas

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Um inovador composto químico 100% estável promete revolucionar a gestão de microvazamentos de gases refrigerantes no mercado brasileiro nos próximos anos, acabando com um velho pesadelo de muitos clientes e profissionais do setor refrigeração e ar condicionado. Trata-se do Tapa Fugas K11, produto compatível com todos os fluidos sintéticos e lubrificantes usados hoje nesses equipamentos.

Todos os anos, o País importa cerca de 16 mil toneladas de hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) e aproximadamente 10 mil toneladas de hidrofluorcarbonos (HFCs). Além de serem nocivas ao clima do planeta, ambas as substâncias são caras, por causa do preço atrelado à variação do dólar.

Atualmente, 70% desses refrigerantes importados pelo Brasil são usados em recargas em sistemas instalados, dado que expressa o volume absurdo de escapes para a atmosfera e dá uma boa noção acerca dos enormes prejuízos econômicos e ambientais vinculados a esse fato.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a quantidade média anual de vazamentos de fluidos frigoríficos no segmento de refrigeração comercial corresponde a 102% da carga instalada.

Isso ocorre porque 95% das empresas prestadoras de serviços não seguem procedimentos padronizados de manutenção preventiva, considerando o controle de fugas, aplicação de ferramentas de qualidade, documentação e monitoramento das atividades realizadas.

De olho nessa demanda, a brasileira K11 e a norte-americana Spectronics anunciaram, há poucos meses, uma parceria estratégica para o fornecimento de diversas soluções tecnológicas ao mercado nacional, entre as quais o Tapa Fugas K11 Dose Única, produto dotado do exclusivo sistema Glo-Stick de injeção com o fluido refrigerante.

Vantagens da tecnologia

“À medida que o cronograma nacional de eliminação de HCFCs avança, o preço desses compostos também aumenta. No futuro, ainda devem ser lançadas outras normas para se coibir vazamentos, a exemplo da europeia F-Gas. Portanto, a reposição descontrolada de gases poluidores deixará de ser um algo comum”, avalia Kiko Egydio, diretor de operações da K11.

Segundo o executivo, o Tapa Fugas K11 elimina microvazamentos em qualquer parte de um sistema de refrigeração e ar condicionado, como compressores, evaporadores, condensadores, O-rings, tubos de cobre ou alumínio, soldas, flanges e mangueiras. “Quando o produto entra em contato com o ponto de fuga, ele age selando esse local de forma permanente”, explica.

“Sua fórmula é livre de polímeros e, portanto, não danifica os equipamentos. Ele também não reage com o oxigênio e a umidade, não entope o capilar, nem a válvula de expansão, e possui homologação da Ashrae”, acrescenta Egydio, lembrando que o Protocolo Ashrae 97 é indispensável a qualquer produto injetável num circuito frigorífico. “Essa certificação é o OK de estabilidade química e, por isso, atesta que ele é seguro para o sistema.”

Composto químico facilita adoção de boas práticas de refrigeração e ar condicionado

Outra vantagem do produto é a agilidade na solução dos microvazamentos. “O tempo para resolver esse tipo problema com o Tapa Fugas K11 é infinitamente menor que qualquer outro método mecânico. Isso também resulta em mais tempo para o técnico atender outros clientes”, afirma.

De acordo com Egydio, a manutenção preventiva é uma das melhores maneiras de manter um sistema frigorífico funcionando adequadamente, com a identificação e o pronto reparo de eventuais pontos de escape.

“Nesse cenário, todos os operadores do mercado HVAC-R devem se focar nas boas práticas de instalação e manutenção. A falta delas, aliada ao processo de desgaste das peças e outras partes mecânicas, é a maior causadora de problemas nos sistemas de frio”, destaca.

“Enfim, eliminar vazamentos de fluidos refrigerantes é uma ação em que todos saem ganhando”, conclui o empresário, ao ressaltar que, com essa medida, o cliente final também reduz o consumo energia elétrica, devido ao melhor desempenho do sistema frigorífico, e alcança outras economias, em função do menor número de chamados técnicos para solução de vazamentos e recargas desnecessárias de gases.


 

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