Brasil, terça-feira, 24 de outubro de 2017

Califórnia apoia redução progressiva mais rígida de HFCs

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O estado norte-americano da Califórnia deu um passo para além do Acordo de Kigali, que trata da eliminação progressiva de hidrofluorocarbonos (HFCs), ao aprovar planos de implementar seus próprios planos redução, segundo informações do Cooling Post.

A Air Resources Board (ARB), uma agência do governo estadual, aprovou uma estratégia voltada para poluentes climáticos de vida curta, a fim de reduzir os HFCs em 40% em relação aos níveis de 2013, como parte de novas regulações que visam atingir a meta de emissões gases de efeito estufa do estado para 2030.

“Finalizar essa estratégia é um importante passo adiante em um momento em que a liderança da Califórnia é urgente como nunca”, comentou Christina Starr, analista de políticas climáticas da Agência de Investigação Ambiental (EIA).

“Esperamos que a ARB agilize o processo das novas regulações, e pedimos a ela que continue firme no estabelecimento de limites de potencial de aquecimento global (GWP) baixos o suficiente para que as proibições propostas de equipamentos sejam mais eficazes, fato que vai encorajar a adoção de compostos refrigerantes mais sustentáveis.”

A agência argumenta que, embora a eliminação gradual dos HFCs firmada em Kigali irá, no fim das contas, resultar em reduções significativas, sua própria análise indica que a redução, por si só, não é suficiente para atingir as metas de redução de emissões da Califórnia até 2030.

A ARB teme que as importações de HFCs com prática de dumping, ou seja, com preços muito baixos em relação aos praticados pelo mercado, resultem em uma oferta maior do que a demanda no início da redução gradual, em 2019.

Segundo a ARB, estima-se que o teto inicial para produção e consumo de HFCs seja muito maior do que a demanda, procrastinando a transição para as alternativas de baixo GWP e, portanto, retardando as reduções de emissões.

A agência também está preocupada com as importações ilegais de HFCs com alto GWP dos países em desenvolvimento, onde o corte progressivo só começa a partir de 2029.


 

 

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