Brasil, quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Tratado ambiental mais eficaz do planeta completa 30 anos

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Camada de ozônio

Acordo internacional tem contribuído para a recuperação da camada de ozônio

Este é um grande ano para o Protocolo de Montreal. O mais bem-sucedido acordo de proteção ambiental do planeta completa, no próximo sábado (16), seu 30º aniversário.

Segundo diversos estudos, o esforço coletivo de seus signatários impediu a destruição catastrófica da camada de ozônio que protege a Terra da radiação solar ultravioleta, preservando a saúde humana e os ecossistemas.

A eliminação progressiva das substâncias destruidoras de ozônio (SDOs) estabelecida no acordo ainda contribui, significativamente, para o enfrentar as mudanças climáticas. Isso ocorre porque os clorofluorcarbonos (CFCs) e hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) também são poderosos gases de efeito estufa.

Em outubro do ano passado, os países ampliaram a abrangência do tratado ambiental, adotando a Emenda de Kigali para eliminar os hidrofluorcarbonos (HFCs), família de gases que não destrói ozônio, mas tem potencial para aquecer o planeta.

Comemoração no Brasil

Na sexta-feira (15), o Ministério do Meio Ambiente e seus parceiros, entre eles o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realizam um evento em Brasília (DF) para comemorar o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.

A cerimônia, que terá início às 9h, será aberta ao público e celebrará os principais avanços rumo à implementação do Protocolo de Montreal, com foco na eliminação dos HCFCs nos setores de espuma, refrigeração e ar condicionado.

Cilindros de fluidos refrigerantes

Reciclagem e regeneração de fluidos refrigerantes clorados reduz danos ambientais causados por sua liberação indevida na atmosfera

O tema da data este ano é “30 Anos do Protocolo de Montreal: cuidando de toda a vida sob o sol”, reconhecendo os esforços coletivos  para a restauração da camada de ozônio nas últimas três décadas e na proteção de todos os seres vivos, evitando, assim, casos de câncer de pele, cataratas e outras doenças.

Como resultado dos esforços internacionais, a camada de ozônio mostra os primeiros sinais de recuperação. A previsão é de que até 2050 ela retome aos níveis que apresentava no início da década de 1980, quando começaram as primeiras medições de sua espessura.

Durante o evento em Brasília, além do foco na Emenda de Kigali, os parceiros para implementação do Protocolo de Montreal no Brasil falarão sobre o controle da importação e exportação de substâncias destruidoras do ozônio (SDOs) no país e sobre as estratégias e resultados obtidos com o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH).

Para as empresas de espumas de poliuretano que finalizaram a conversão de seus processos produtivos para adoção de substâncias ambientalmente adequadas, serão entregues placas comemorativas em reconhecimento aos seus esforços na eliminação dos HCFCs.

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