Brasil, sábado, 16 de dezembro de 2017

Mercado já rejeita engenheiros que não falam outros idiomas

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +

Com a crescente dependência e vinculação da formação dos engenheiros com o inglês, não é de se admirar que já nos anos de faculdade o profissional se depare com textos nesse idioma.

Na verdade, muito dos conteúdos técnicos especializados só estão disponibilizados em inglês. Estes vão de livros a arquivos publicados por autores dos mais diferentes países e complementam o desenvolvimento acadêmico.

Além disso, o idioma é pré-requisito para doutorandos, mestrandos e outros interessados em intercâmbios nas universidades estrangeiras.

Por esse e outros motivos, o inglês é uma espécie de termômetro para avaliar o potencial do engenheiro por seus futuros empregadores.

Enfim, o mercado de trabalho anda cada vez mais exigente. É por isso que um alto número de instituições e empresas não mais consideram o inglês como um diferencial, mas como uma habilidade obrigatória. O alemão e espanhol, em contrapartida, sim.

Isso se deve, por exemplo, pelo fato de que cada vez mais empresas brasileiras de engenharia civil fecham parcerias com multinacionais ou construtoras estrangeiras, que possam vir a atuar no Brasil.

Antigamente, como alternativa, o engenheiro podia optar por fazer um curso de inglês técnico ou particular, com aulas voltadas para as atividades da sua função. Mas até isso parece não ser mais uma opção.

Atualmente, é necessário também que o profissional tenha boas habilidades de comunicação, podendo se expressar fluentemente. Pensando nisso, sites como o Preply.com reúnem uma série de professores de idiomas como inglês, alemão e espanhol em sua plataforma.

Mapeamento do nível de inglês entre os engenheiros

Alguns estudos recentes mostram que até mesmo os candidatos com boa compreensão de textos escritos em inglês não têm boa performance em conversações – com especial gravidade para os participantes das áreas de tecnologia da informação (TI), comercial e engenharia.

Uma pesquisa realizada pela Talenses com mais de mil participantes reforça a ideia de que a maioria dos profissionais da área só detém conhecimentos básicos de inglês. 52% de todos os participantes do mesmo levantamento, que exercem cargos de média e alta gerência não chegaram sequer ao nível intermediário de inglês.

Os pouco que alcançaram as melhores pontuações (nível intermediário e avançado), juntos, não ultrapassaram os 10%. Paralelamente, pode-se observar que incríveis 70% daqueles que se consideram fluentes em inglês mentem ou se enganam.

Apenas 30% dos candidatos, de fato, são sinceros sobre seu nível em inglês. Por isso, engenheiros com inglês fluente continuam a se destacar no mercado, garantindo melhores condições de trabalho e uma carreira promissora.


DEIXE SEU COMENTÁRIO

Compartilhe.