A Associação Mata Ciliar iniciou este ano um projeto pioneiro para a conservação do maior felino das Américas, por meio de técnicas de criopreservação de sêmen e inseminação artificial.

Em sua primeira fase, o material genético de alguns machos dessa que é uma das espécies mais ameaçadas de extinção no Brasil será colhido e armazenado em baixíssimas temperaturas.

Na segunda fase do projeto, será realizada a inseminação das fêmeas, um trabalho que deve levar mais de três anos para ser concluído.

A iniciativa da organização não-governamental (ONG), que ocorre em colaboração com o Center for Research of Endangered Species of Zoo and Botanical Garden of Cincinnati e a Universidade Federal do Mato Grosso, conta com a participação do especialista em reprodução de animais selvagens William Swanson.

No final do ano, Swanson voltará ao Brasil para avaliar a qualidade do material coletado e qual das técnicas de congelamento gerou melhores resultados. O pesquisador já reproduziu estudo semelhante em tigres siberianos com sucesso e pretende agora, com o projeto brasileiro, melhorar o banco genético da onça pintada.


 

Pesquisadores coletam material genético para conservação

O que é criogenia

A palavra criogenia é de origem grega (kryos + genesis) e significa “produção de frio”. Atualmente, o termo define o ramo da físico-química que estuda o congelamento de materiais.

Os cientistas dessa área ainda não chegaram a um consenso sobre em que ponto do termômetro termina a temperatura de refrigeração e a criogênica começa, mas muitos concordam que ela se inicia em -150 °C (123 K ou -238 °F).

No Brasil, os processos do gênero têm sido amplamente utilizados em tubulações, tanques e equipamentos da indústria química e petroquímica, principalmente em plantas de gases industriais e de gás natural liquefeito (GNL).

Em laboratórios, as técnicas de criopreservação permitem que células, tecidos ou embriões sejam mantidos inalterados por tempo indefinido a -196 ºC, temperatura de ebulição do nitrogênio líquido.


 

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