A filial sul-africana de um fornecedor global de fluidos refrigerantes tem conscientizado os profissionais do setor sobre a importância das melhores práticas para a prevenção de acidentes nos procedimentos de brasagem e desmontagem de conexões de tubos em sistemas de refrigeração e ar condicionado.

Recentemente, a empresa repetiu em seus canais de comunicação o alerta que consta do relatório emitido pela SafeWork NSW, órgão regulador da área de saúde e segurança do trabalhador do estado australiano de Nova Gales do Sul. O documento revela a ocorrência de uma série de incidentes que resultaram em graves queimaduras durante a manutenção de condicionadores de ar.

Nos casos relatados, os refrigeristas estavam utilizando maçarico oxiacetilênico para desmontar as conexões de cobre, a fim de substituir os compressores das máquinas. Apesar do uso do fluido não inflamável R-22, acredita-se que a pressão residual fez com que uma mistura de refrigerante e óleo fosse liberada da junta do tubo, entrando em contato com a chama e iniciando os incêndios.

A companhia afirma que, embora essa seja “uma prática estabelecida e aceita” no mercado, ela é extremamente perigosa e insegura. Além do fogo, a combustão do óleo misturado com o fluido refrigerante gera vapores tóxicos.

“Qualquer brasagem ou desmontagem de tubos só deve ser realizada depois do recolhimento de qualquer gás em excesso no sistema, e após a introdução de um gás inerte nas tubulações, como o oxigênio livre de nitrogênio (OFN, em inglês)”, diz o gerente nacional de vendas do distribuidor, Michael Labacher.

“Antes de trocar compressores, é fundamental retirar o oxigênio do circuito frigorífico para evitar a ignição do óleo quente”, reforça o gestor, lembrando que o OFN inibe a oxidação interna de tubos e conexões de cobre.

Labacher adverte que tanto os engenheiros como os técnicos devem estar conscientes do incêndio em potencial durante as operações de brasagem. Por isso, as luvas e os óculos de segurança são equipamentos de proteção individual (EPIs) indispensáveis, assim como uma avaliação de risco adequada do local de trabalho.

Segundo ele, um extintor de incêndio em pó seco deve estar sempre à mão durante os procedimentos dessa natureza. “Muitas vezes, os técnicos desconhecem as ferramentas e tecnologias que podem ajudá-los a lidar corretamente com fluidos frigoríficos, como cilindros de recolhimento de gases, bem como cilindros de OFN portáteis para purga e teste de pressão”, exemplifica.


 

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