A eliminação gradativa do HCFC-22 e a consequente redução das importações desse fluido refrigerante nocivo à camada de ozônio têm provocado impactos significativos no mercado nacional de refrigeração e ar condicionado, principalmente no varejo de alimentos e bebidas, setor responsável por 80% do seu consumo.

Essa transição tecnológica, que visa atender as diretrizes do Protocolo de Montreal, eleva o preço da substância e exige dos refrigeristas de carreira ou iniciantes cada vez mais atenção às boas práticas necessárias ao seu manuseio correto e ambientalmente seguro.

Atualmente, há cerca de 170 mil supermercados, 150 mil indústrias, 42 mil padarias e milhares de hospitais, lojas de conveniência, restaurantes e redes de fast food em operação no Brasil com o R-22 em suas instalações frigoríficas.

“A tendência é que os substitutos dos hidroclorofluorcabonos não destruam a ozonosfera e possuam baixo potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês)”, ressalta a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente, Magna Luduvice.

Além dos hidrofluorcarbonos (HFCs), as opções ecologicamente corretas para a substituição do R-22 em sistemas de refrigeração e climatização incluem o dióxido de carbono (CO2), os hidrocarbonetos (HCs) e as hidrofluorolefinas (HFOs), nova geração de fluidos sintéticos que está sendo introduzida no País pela Chemours (antiga DuPont Refrigerantes).

“Nos novos estabelecimentos, o R-22 praticamente já não é mais usado, e a contenção de vazamentos de gases está no foco de atenção do setor nos dias atuais”, diz Maurício Cavicchiolli, da área de sustentabilidade da Associação Paulista de Supermercados (Apas).

Durante a segunda fase do Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs, o País receberá US$ 35 milhões do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal para reduzir 34,96% das importações desses compostos químicos até 2021. Até 2040, sua importação deve ser banida totalmente.


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