Brasil, sábado, 16 de dezembro de 2017

​Startup americana investe em refrigeração sem eletricidade

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Uma startup de Massachusetts (EUA) está desenvolvendo um produto para armazenar e preservar alimentos frescos por meio do resfriamento evaporativo. Trata-se do Evaptainer, uma unidade de refrigeração móvel de baixo custo que não necessita de energia elétrica para funcionar.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o prejuízo pelo desperdício de alimentos nos países em desenvolvimento equivale a US$ 310 bilhões.

Em muitas nações africanas, assim como na maioria dos países de baixa renda do mundo, 40% do desperdício ocorre no início da cadeia de abastecimento alimentar, entre o campo e o mercado.

Para desenvolver o Evaptainer, a startup utilizou o conceito da geladeira de barro, criada há mais de quatro mil anos no norte da África e conhecida pelo nome árabe “Zeer”. Assim, a “inovação” precisa apenas de água e areia para funcionar, e é capaz de triplicar ou quadruplicar a vida útil de um alimento.

Feito com materiais modernos e design inovador,  o dispositivo é eficaz e durável, além de ser pensado para produção em larga escala. No teste realizado com 25 unidades dos primeiros protótipos no Marrocos, a durabilidade dos alimentos frescos se estendeu,  passando de dias para semanas.

O recipiente, capaz de armazenar cerca de 60 litros, foi concebido para ser robusto, leve e montável. Agora, o plano é testar entre 300 e 500 unidades do protótipo mais recente no primeiro semestre de 2017.  A ideia é doar metade e vender a outra metade por 25 dólares cada.

Há, contudo, obstáculos para propagar seu uso. O dispositivo só atinge o potencial máximo de resfriamento em climas secos e a eficiência despenca quando a umidade relativa do ar ultrapassa 40%.

Isso ocorre porque a refrigeração por evaporação depende das temperaturas externas e da umidade relativa do ar, para passar a água líquida para vapor, permitindo o arrefecimento do ar em volta – mesmo processo que acontece com o corpo humano quando transpiramos.

Apesar do potencial de impacto na segurança alimentar, o preço também pode atrapalhar. A maioria das famílias marroquinas, por exemplo, ganha entre US$ 60 e US$ 100 por mês, ou seja, adquirir o produto é um grande comprometimento financeiro.

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